João Pessoa, 24 de abril de 2026 | --ºC / --ºC
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Hoje, eu queria falar sobre algo bem simples, uma pétala talvez, apenas uma pétala de rosa em um dia de aniversário de alguma menininha.
Todos sabem que as pétalas são como essas asas das borboletas. Quase nada, mas voam. Isso é um mistério tão simples que é despiciendo explicar o óbvio.
Se é assim, melhor olhar o rio do tempo. Desde sua foz à queda ao mar, tudo é: passado, presente e futuro amalgamados uns nos outros, cada qual sendo seu instante, um instante de um rio único, por isso nunca os presenciamos ao mesmo tempo. Eis a incompletude humana. A condição do tempo, dirão…
Mentira, digo por experiência própria. A menininha é revolucionária e pode viver o que quiser. Todas as menininhas sonham e quando sonham, a inocência que burilam em suas mentes colapsa as impossibilidades em uma guloseima atemporal, absolutamente aproveitável. Por isso está escrito: cresça e apareça!
A menininha vibra, age e ri.
Sem ação os sonhos são rosas de uma pétala só, bonita até, mas como somos feitos de movimentos, exigimos, feitos borboletas, voar pelas trilhas infinitas do céu azul. Sim, é preciso abrir as asas e saltar.
Sim, ação. Sem ela, os sonhos perderiam as caudas que viabilizam suas projeções e caminhadas. Ora, ora, a vida feita de retas seria insignificância pobre e besta. Há de embolar a vida em gargalhadas e gargalhadas, variar, procurar o infinito.
A menininha não tolera a mediocridade e tudo que não varia é avaria pura. Todos sabem: quem só anda em linha reta é zumbi. A menininha gosta da vida, aquele senso de oportunidade que se espalha como aqueles cristais de gelo, o orvalho nas folhas das árvores nas pracinhas da cidade em uma manhã de um domingo de verão. O balanço a balançar…
E assim, ela canta e ri. Saltita. Todos sabem que as menininhas são feitas de liberdade, horizonte e inocência. Sem horizonte, as pessoas – e a menininha é uma das asas do futuro – murcham. Por isso está escrito na face mais clara da lua cheia: todo sonho tem um caminhar. Avante?
@professorchicoleite
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GUSTAVO FELICIANO - 23/04/2026