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Francisco Leite Duarte é advogado tributarista, auditor-fiscal da Receita Federal (aposentado), professor de Direito Tributário e Administrativo na Universidade Estadual da Paraíba, doutor em direitos humanos e desenvolvimento. Na Literatura, publicou os romances “A vovó é louca” e “O Pequeno Davi”, uma coletânea de contos chamada “Crimes de agosto”, um livro de memórias (“Os longos olhos da espera”), e dois livros de crônicas.

Amizade

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publicado em 13/02/2026 ás 16h45

Hoje, eu queria escrever sobre quiabos e maxixes. Cozidos no feijão verde, ao meio dia de um domingo nublado. Com a família. Uma cachacinha também cairia bem. E uma canção, daquelas que derretem o coração da gente. Claro. A algazarra e seus abraços necessários, apesar das decorrentes anarquias, seriam o ponto alto. E pronto.

Mas Deus, o Todo que é – que apenas é – e isso é bastante, posto suficiente, me trouxe pessoas de qualidade tal, que a gente apenas agradece, agradece e agradece.

Toinho, Luciana e suas filhas; Suely e seu esposo, Nelson. Que prazer!  Agora, todos em comunhão de carne e alma pelo matrimônio, são absolutamente benquistos na morada do meu coração.

E Socorro – irmã de Toinho e Suely – também. Não estava presente, mas, em encontro desenvolto, gravamos um vídeo para lembrar que ela pertence a essa constelação familiar. Sim, família. Os amigos e amigas sinceros são, de alma e corpo, a máxima expressão da existência. O que é isso? Família!

Há tempo moram no DF, mas são da Quixaba, o sítio onde cada centímetro quadrado do seu território está lotado de pessoas de ímpares inteligência, bondade e simplicidade. Meu Deus! Estudei Introdução ao Direito, em Sousa, com um quixabense, o padre Gervásio. Nem vou dizer quem é o homem. Todos sabem.

Pois, foi Toinho quem me lembrou que, jogando pelo sítio Mato Grosso, do meu amigo Sezanildo, fiz um dos gols que, hoje, estava esquecido nos alfarrábios da minha memória. E no jogo de volta, mais um. Gente, minha perna direita driblava que era uma belezura!

Mas voltemos ao fio da meada. O nosso primeiro encontro foi em 1975, quando, após o exame de admissão, logramos êxito na aprovação para adentrarmos, com nossa farda azul e branca, no Colégio Estadual de Uiraúna. Na quinta série do antigo primeiro grau.

Pois é. A amizade tem características singulares. Os amigos e amigas são intransitivos. São, sem adjetivação, a máxima expressão daquilo que a intersubjetividade, no envolver dos bons encontros, a vida possibilita, acalma e comemora, vez que a amizade é o máximo sentido da existência. Que bom encontro, amigos!

@professorchicoleite

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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