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Cada um tem uma felicidade, nem que seja, como disse Guimarães Rosa, em horinhas de descuido.
A felicidade voltou pra mim. Há alguns meses Francis, minha mulher que me acostumou a gostar de gatos, me liga dizendo: achei um gatinho na calçada ele é branco e amarelo. Toda vez que isso acontece eu só penso que é mais uma boca, mais ração, mas vacinas e castração.
O nome do gato é Meninim e parece que pertence a uma outra espécie de vidas que não devíamos abandonar – já ele foi abandonado na porta da nossa casa.
O gato é singelo, afetuoso, como se toda a resistência dele fosse a de um mundo que deixámos de julgar, que ele enfim encontrou um lar.
A qualquer hora esse talento milenar reúne em mim mais e mais felicidades, a nosso favor,
Parece ter um dom musical, o meu ouvido, a atenção desse menino alcançando na minha idade, as notas em toda extensão que nos pedem outros seres, os humanos.
A semana passada levamos o gatinho para a cirurgia no Sus, eu digo Sus, porque é da Prefeitura.
Cheguei em casa e ele estava com aquela focinheira que não permite ao animal lamber e arrancar pontos.
Ele veio logo falar comigo. Parecia um doidinho.
No outro dia ele já estava sem focinheira e hoje faz a festa sem saber que tiramos dele as bolinhas
Felicidade é isso, um gato branco e amarelo inteiramente no jogo das evidências sem contar os dias em que estarei sempre feliz com ele.
Kapetadas
1 – Antes persona non grata que persona non gata
2 – Estou com fome como sempre.
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política nacional - 18/05/2026