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Marcos Pires é advogado, contador de causos e criador do Bloco Baratona. E-mail: [email protected]

Batida de pino

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publicado em 15/05/2026 ás 15h16

Alguns empresários que disputaram a eleição de uma Associação aqui na Paraíba decidiram criar um grupo de zap para orientar suas ações durante a campanha. Perderam a eleição, porém o grupo de zap continuou ativo, composto por pessoas que tinham perfis absolutamente diversos. Seguiram assim até que um dia alguns integrantes do grupo começaram a convidar os demais, com urgência, para uma manifestação que estavam fazendo naquela hora em favor de Bolsonaro. Mandavam fotos e vídeos, reclamando a presença de todos naquele ato. Só que também havia gente no grupo que votava em Lula e um deles, mais extremado, começou a reagir, chamando-os de idiotas e coisas muito piores. Um dos bolsonaristas abespinhou-se (adoro esta palavra, estava doido para encontrar um jeito de encaixá-la aqui) e começou uma discussão que saiu da ideologia e foi para o campo pessoal. Só não se chamaram de santos, até que o mais exaltado desafiou o lulista para ir lá, apanhar. O outro retrucou dizendo que a distância era a mesma e quem iria apanhar não era ele. Mais meia hora de insultos trocados e o primeiro disse ao segundo que sim, iria encontra-lo para fechar a tampa do seu caixão. O ameaçado disse que devido ao adiantado da hora teria que recolher-se. Usou esse termo, recolher-se. O mais exaltado então surfou na brabeza: “- Vai recolher-se? Você é um idoso, é? Isso de ir dormir cedo é coisa de velho”, ao que o outro respondeu que iria recolher-se ao presido porque estava no regime semiaberto por conta de um homicídio duplo. Em menos de 2 minutos TODAS as postagens do brabo foram apagadas e ele sumiu do grupo.

Acho que essa é uma boa definição do que é bater pino.

Outro caso aconteceu aqui em João Pessoa no Bar da Caça, que adquirira fama de servir a carne de todos os tipos de animais, a maioria deles de comercialização proibida. O dono recitava o cardápio e o cliente escolhia entre jacaré, arribaçã, tartaruga, cotia e uma danação de outras caças. Até que um dia, ao recitar seu cardápio para um cliente novo, foi interrompido: “- O senhor sabe quem eu sou? Sou fiscal do Ibama”. E o proprietário, em cima da bucha: “- E o senhor sabe quem eu sou? Pode perguntar por aí; sou o maior mentiroso da Paraíba”.

Ensina o filosofo Índio do Gelo que pino foi feito para bater, né? Senão, que utilidade teria?

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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