João Pessoa, 05 de maio de 2026 | --ºC / --ºC
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Prolixos todos nós ou desnecessários, que atrasamos a chegada ao assunto principal.
Desventuras inúmeras que desmentem os ensinamentos de Pangloss, que eu sei o nome do primeiro mestre, para quem todos vivam no melhor dos mundos imundos possíveis. Mas não é por aí
Ah! Tenho que dizer quem é o Pangloss? – é o doutor, personagem do romance satírico ´Cândido, ou o Otimismo´ (1759), do escritor francês Voltaire. Refere-se a um otimismo cego e exagerado.
Exagerado, nunca mais, nunca mais.
Pra chegar com os dois pés na porta e se isso importa, subir os degraus com a ´porca´ da canção ´Cálice´ de Chico Buarque, para entrar sem ser visto e esconder-se do tempo, é difícil se imaginar flutuando, passando no meio das nuvens. E haja chuva!
Nuvens obesas, entrando goela adentro nas casas sem penicos, o cara lá de boa na poltrona esperando a morte num dia domingo. Espaços mirrados no ´Romanceiro da Inconfidência´, que poucos sabem quem foi Cecília Meireles, (se fosse um homem, todos conheceriam) com lembranças tão avessas a regras e espaços.
Coisas que não importam, se suportam e necessitam transformar-se tanto quanto não sei.
Exaustos de seres ou não seres, todos virados do avesso, sem interior nenhum, protagonistas incapazes de se despirem no escuro, trabalhando essa coisa desesperada que vai de escândalo em escândalo. Meu Deus, que país é esse?
Dois pesos e muitas medidas, batendo em retirada entre aquilo que nos resta, gestos roubados dos filmes de Godard , nos trocando em miúdos no clarão que nos diz que os debruçados filhos de Eva são os que mais matam suas mulheres.
Passaram um pito na procura disso a que antes chamavam realidade, e que parecia fixar noutra margem do rio, para o que é de certo, não se deixa comovido facilmente. Não está fácil.
Meu nariz de cera, o mais difícil de suportar na companhia de uma gente que participa pelo meio de transas inconsequentes e de ausências cada vez mais prolongadas.
Todo dia, todo dia, todo santo dia. Chega!
Kapetadas
1 – Gente, ego é a coisa mais ridícula que existe – parem de se dar tanta importância a troféus.
2 – Se fosse pra eu ficar calmo seria sistema calmoso e não nervoso
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PRESIDENTE DA ALPB - 05/05/2026





