João Pessoa, 24 de março de 2026 | --ºC / --ºC
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Tudo pode quando temos vontade e estímulo, mas é difícil sermos aquilo que não somos. Os outros, são os outros. E ainda que lhes fosse indiferente e são, que não se acumulasse a indiferença, de ver alguém frequentemente com amor por um gato, um cachorro, ao tomar essa decisão e a vida ser melhor.
Fui visitar Dindi, o gato de Ângela Bezerra e fiquei a lembrar da felicidade de quando eu era menino, da euforia tal que a vida passou e será, e não precisa de outra coisa senão preencher um instante, porque amigos são raros, e boas companhias, nem se fala.
Dindi já é um rapaz, que a escritora deu esse nome se valendo da canção de Jobim, até se revelar que a música vem de rio ´Dirindi´, em São José do Vale do Rio Preto (próximo a Petrópolis-Rio, da família de Jobim), e rio já é uma libertarção.
Dindi traz à lembrança do mar, do amor marinheiro, aquela sensação da Revolução dos Cravos vermelhos simbolizando a paz.
Criar um animal dentro de um apartamento e mesmo assim, os outros estariam a descordar, mas somos nós a descartar opiniões.
Afinal, Dindi tem aquela chispa que alguns revelam e os torna capazes de se desembaraçar dos efeitos previstos pelos humanos, ele chega com suas carreirinhas, de brincar no contexto, de serem provedores de uma alegria sem igual.
Dindi é lindo e é aí que se acha o maior dos privilégios: ser criado por uma mulher amorosa, ativa aos 80 anos.
Domingo é sempre um dia triste. O artista Sandoval me perguntou se o domingo seria uma pausa ou uma causa, de imediato disse pra ele, mais pra uma causa, mas dei uma pausa e fui tomar café com a escritora Ângela Bezerra e ver o crescimento de Dindi.
Uma vez que a história não é inventada e é sempre mais bonita a olho nu e é evidente como toda a história se desdobra nessas cenas caseiras de não se interromper o sonho de alguém.
Ter um gato em casa nesse viver felizes, muitas vezes até por conta de companhia, na lembrança de um amor marinheiro, repito, o amor da vida na chegada dos sinais, é sempre bom lembrar que do mar se diz terra à vista.
Histórias de ninguém são as melhores que se comunicam e não nos escapam. Animais que ficam juntinhos, jamais esquecidos de si, da gente, quando estamos tristes, eles chegam junto às montras para confirmar esse amor.

Kapetadas
1 – Nada é mais caro que parecer rico.
2 – Nenhum ser no universo pratica o livre-arbítrio melhor que os gatos.
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SAÚDE - 20/03/2026





