João Pessoa, 15 de fevereiro de 2026 | --ºC / --ºC
Dólar - Euro


A experiência exigida de uma autoridade é a mesma de um encanador. A diferença é que o encanador conserta alguma coisa. Não mais temos tempo. Eu fico besta com a covardia, a estupidez, monstruosidades, assédio moral e sexual, que vem nos empurrando para um futuro silencioso. Sei que chegará a época da cruz e do castigo, mas não dá mais para esperar.
A notícia é velha e o hábito mais ainda. O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, é acusado de passar a mão na bunda de uma jovem de 18 anos, cujos pais eram amigos dele – a família estava hospedada na casa do ministro, no Balneário Camboriú Um magistrado importunou sexualmente a moça. Senti a firmeza do bordão: “salve-se quem puder”.
Essa é uma viagem estranha, dolorosa e não faremos julgamentos, que é da alçada da justiça. Conheço muitos homens de valor na justiça brasileira, mas essa do ministro Buzzi jogou merda na cara dos desesperançados. Ah! Na última terça-feira o ministro foi afastado pelo STJ por 90 dias…
Palavra tem vida, ministro, falada ou escrita. Seria a palavra do ministro solene ou sua palavra corrompe o chão? A palavra está à deriva, muda ou não muda nada. Palavra que traz a verdade. Cadê? Está difícil acreditar no senhor, ministro!
Não quero crer que são doenças hereditárias. Tantas palavras sublimes, são pronunciadas entre amigos confiáveis: aí chega um ministro acérrimo de tal maneira, atacando uma jovem que poderia ser sua neta? E se fosse o contrário, seu amigo hóspede assediando a filha do ministro? Aí seria verdade, né?
Atos dessa natureza se repetem entre os miseráveis, pais ou padrastos que estupram as filhas e enteadas, e todo mundo aponta com o dedo na cara. São quase todos pretos, pobres, moram longe e chacoalham. E o ministro?
A repetição desse horror, coloca o ministro na “berlinda” – nada de compaixão, tem que pagar pelo que fez. Pálpebras são a menor maneira de tapar o mundo – sem chorro, nem vela.
Saindo de fininho, o ministro nega e prova que não tinha vocação nenhuma para ser julgador. Nada muda. Assédio sexual, moral e são tantos, não revelados porque as mulheres não conseguem denunciar, é desumano. Passar a mão na bunda de uma mulher é muito feio, ministro. E o senhor disse que a jovem levava tudo a sério. Fala sério, ministro!
Esse comportamento é tão antigo quanto uma prece, uma saudade, um filme de terror, uma panela vazia, uma criança faminta, tão incerto como sair de casa e não voltar.
Diante disso, a cena nos empurra para limos. Quem poderá deixar de lado uma coisa dessa, a indiferença dos dias, talvez, talvez. A defesa de Buzzi criticou o que chamou de “julgamento antecipado” e já houve julgamento? A filha dele chamou de “narrativa absurda” – que diabo é isso?
O que vai acontecer com o ministro? Perdeu amigos, perdeu a pose, perdeu a ineficácia jurídica ou não perdeu nada?.
Kapetadas
1 – Na pobreza material, o prejuízo é da pessoa; na pobreza de espírito, é de quem está ao redor.
2 – Tudo vai dar certo no Brasil. Mas só para aqueles que nunca dá nada errado.
* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB
RETA FINAL DO CAMPEONATO; CONTRATAÇÕES E QUEM É O CRAQUE DA COMPETIÇÃO? - 13/02/2026