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PRISÃO E MULTA

Padre Egídio é condenado por desviar aparelhos doados pela Receita ao Padre Zé

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publicado em 13/02/2026 ás 17h43
atualizado em 13/02/2026 ás 18h42
Padre Egídio de Carvalho

O ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, e o ex-chefe do setor de Tecnologia da Informação da unidade, Samuel Rodrigues Cunha Segundo, foram condenados pela Justiça por se apropriarem de bens de alto valor, principalmente eletrônicos, como celulares e tablets doados pela Receita Federal à instituição.

Pela sentença proferida pela 3ª Vara Criminal da Capital, Padre Egídio foi condenado a 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Ele já está em prisão domiciliar humanitária sob monitoramento eletrônico por problemas grave de saúde.  Samuel recebeu pena de 4 anos, 7 meses e 16 dias, também em regime semiaberto. Ele responde em liberdade, com medidas cautelares.

Os réus foram condenados ainda a pagar R$ 525.877,77 por danos materiais e a R$ 500 mil por danos morais coletivos. Ainda  cabe recursos da sentença.

As investigações apontam que ao menos 676 itens foram desviados entre junho e julho de 2023, causando prejuízo estimado em mais de R$ 500 mil. As mercadorias adquiridas mais valiosas eram armazenadas na sala da presidência do hospital, área de acesso restrito. Entretanto, 12 das 15 caixas guardadas no local foram encontradas vazias. Os produtos foram vendidos no mercado paralelo, com pagamentos feitos principalmente em dinheiro.

A juíza entendeu que houve divisão de tarefas entre Egídio e Samuel. Egídio por ter o comando fazia o controle dos produtos de maior valor e Samuel seria o responsável pela venda dos aparelhos.

“A prova coligida demonstra que foi o acusado Egídio Neto quem determinou quais itens de maior valor econômico deveriam ser armazenados em sua sala pessoal, ambiente de acesso restrito. (…) evidencia-se que o acusado detinha o domínio da organização criminosa e exercia poder de comando sobre sua dinâmica operacional.”, destaca trecho da sentença.

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