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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: [email protected]

Bananas ao vento

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publicado em 31/03/2026 ás 07h00
atualizado em 31/03/2026 ás 07h57

Não há colo, nem cruz. E não chame mais urubu de meu louro, porque não cola.  Não é que a gente tenha deixado de existir, nada disso, é que ficamos suspensos, pausados, imóveis esperando o estupro de cada memória, e vivos apenas por encher a barriga de expectativa.

Fomos a Ingá, a Pedra está lá, talvez uma busca de confirmação de ausência. Lembrei de Pentecoste, da caixa-preta, da caixa-pregos.

Pra arredondar,  o padre Albenir ganhou o trofêu de melhor jornalista concedido pela Federação Nacional dos Comunicadores, e eis que deu pra ouvir e não entender o que aconteceu na noite da entrega do prêmio, metade de tudo ou nada.

As coisas acontecem num piscar de olho. Passou um filme,  a cena final do livro ´O Crime do Padre Amaro´ e dizem que tudo passa, quando a gente morre. Pois bem, não mostre seu complexo da carne moida.

O mundo está avermelhado e estranho, um néon pálido talvez, e piores dias virão – Dudu Soares deixou ontem o Solidariedade e se filiou ao Progressista – agora vai. Mas quem é Dudu Soares? Seria o vice de Cícero Lucena?

Deve ser interessante morrer  ligeiro, só pra experimentar as lições de AmósOZ.

Nesse calor girassol com alegria, da canção de Gil duas ou três úlceras expressas pensando nas possibilidades que não foram, até que de longe fechou-se um ciclo e abriu-se outro, mas a folha ainda não fechou.

Salve lindo pendão da esperança, mas houve protesto na beira mar, em frente ao salão de entrega do prêmio de melhor jornalista, no Sesc, porque a colunista Messina Palmeira não estava na lista – mas  protestou. Mete bronca, Messina!

A moda agora é a sitofilia, um interesse sexual que envolve a excitação por meio do uso de comida durante o ato sexual. Haja rapadura.

Resumo: no céu  não tem as palmeiras, que Gonçalves Dias imaginava.

Vai no débito mesmo, que vida anda cara.

Kapetadas

1 – O amor não, mas o plástico é para séculos sem fim amém

2 – Eu entrevistei o idiota completo, desde que bem embalado, vira gênio da raça.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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