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Trabalhar duro, intenso, lavar banheiros, ultrapassar o horário. Empregada não é babá, e se esforça para fazer muito mais, vendo em seu trabalho uma forma de ganhar o pão, entre Deus e o demo. É assim mesmo? Não, seria mais justo que a patroa respeitasse uma pessoa que trabalha como secretária de sua casa e não a espancasse.
Na década de 90 li o livro ´Espancando a empregada´ do escritor Robert Coover, um livro magrinho que é uma novela experimental e satírica, que narra a rotina obsessiva e repetitiva entre um patrão (o ´mestre´) e sua empregada doméstica.
A história foca na busca pela perfeição. Todas as manhãs, a empregada entra no quarto do patrão para realizar tarefas domésticas minuciosas; qualquer falha mínima ou detalhe fora do lugar resulta em um ritual de punição física (o “espancamento” do título).
No dia a dia é bem pior, o livro é apenas uma indicação e, quando li, pensei em fazer adaptação para o teatro, eu faria o papel dos dois – da empregado e do patrão, mas não conseguir.
Pessoas, milhares, dizem que estão perplexas como o mundo tomou outro rumo. Ledo engano. Isso sempre existiu. O caso ocorreu no dia 17 de abril em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, e ganhou repercussão nacional. Por que? Pela força das redes sociais.
Carolina em vez de ir ao samba e dançar o xenhenhém, acusou a empregada de furtar um anel de ouro avaliado em R$ 5 mil – isso é não é um anel, é um cebolão. Segundo relatos e áudios divulgados, a empregada foi agredida com tapas, socos e pisões durante quase uma hora. A vítima relatou que teve que proteger a barriga e seu guri. Isso é antigo, mas Carol esqueceu que hoje, bateu, levou direto pra cadeia
O anel foi encontrado uma hora depois da surra, dentro de um cesto de roupa suja na residência da empresária. Nos áudios gravados pela patroa, ela dá risadas e repete dizendo – ´mãos ficaram enxadas´ de tanto bater na empregada, e não foi a primeira, teve outra acusada, suspeita de roubar uma corrente de ouro.
Corrente – temos que fazer uma corrente para que a Carolina fique uma longa temporada atrás das grades.
Ninguém pode espancar o outro, acusando de roubo ou qualquer motivo – já passa da hora de bater no lombo de quem mando bater. Ah! Isso é antigo no Brasil. Andando com a cabeça atabalhoada, fora de si, falsa moralista Carolina Sthela, cavou sua cova, de tal maneira e que essa sempre sirva de lição a essas podres patroas
Se não nos dão paz, do nada ainda surgem escarros, murros, ódio e já sabemos onde vai bater a pancadaria, que serve de comemorações nos grupos. repito: “fiquei com minha mão inchada de tanto bater” .
Lembrei do refrão de Geraldo Vandré: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”, – essa frase é da canção ´Aroeira´ (que Vandré compôs e gravou a música em 1967) A canção ficou famosa por seu forte teor de protesto contra a Ditadura Militar, sendo símbolo de resistência. resto, é esperar pela próxima.
Kapetadas
1 – No paralamas de uma caminhão – ´Vaticano criou o seu banco é porque percebeu que a humanidade teme mais as dívidas do que o inferno´.
2 – Eu tava aqui pensando – só no museu e na telona cadáveres recebem patrocínio.
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