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Graduada em direito e pós graduada em direito criminal e família, membro da academia de letras e artes de Goiás, tenho uma paixão pela escrita Acredito no poder das palavras para transformar realidades e conectar pessoas

A memória do ninho

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publicado em 10/05/2026 ás 07h00
atualizado em 09/05/2026 ás 20h16

Nenhum voo apaga a memória do ninho. Chega a ser cinematográfico.

E talvez seja por isso que, quando chega o Dia das Mães, alguma parte da alma sempre retorna para casa e revisa as veias abertas e corações apertados.

A vida é um voo. Os filhos crescem, seguem caminhos, constroem mundos, enfrentam tempestades e descobrem horizontes que as mães jamais imaginaram. Mas existe algo que o tempo não consegue desfazer: a lembrança do umbigo, do primeiro abrigo.
Mãe é o ninho que permanece mesmo quando já não cabemos nele. Mãe e mãe, um amor que não se encerra.

Mãe é o lugar invisível para onde o coração corre nos dias difíceis. É a voz que continua ecoando dentro da gente, mesmo em silêncio. É o cuidado que atravessa distâncias, idades e ausências.

Como escreveu Victor Hugo: “Os braços de uma mãe são feitos de ternura, e os filhos dormem profundamente neles.”

Toda mãe sabe que criar um filho é ensinar a partir. Ainda assim, segue amando sem exigir retorno, apenas torcendo para que o mundo seja gentil com aquilo que ela gerou com tanto amor.

E os filhos, por mais longe que estejam, carregam consigo pequenas heranças invisíveis: um conselho, uma oração, um jeito de cuidar, uma força que veio dela.

Nenhum voo apaga a memória do ninho. Nenhum.

E nenhum tempo é capaz de apagar o amor da mãe da gente.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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