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Nenhum voo apaga a memória do ninho. Chega a ser cinematográfico.
E talvez seja por isso que, quando chega o Dia das Mães, alguma parte da alma sempre retorna para casa e revisa as veias abertas e corações apertados.
A vida é um voo. Os filhos crescem, seguem caminhos, constroem mundos, enfrentam tempestades e descobrem horizontes que as mães jamais imaginaram. Mas existe algo que o tempo não consegue desfazer: a lembrança do umbigo, do primeiro abrigo.
Mãe é o ninho que permanece mesmo quando já não cabemos nele. Mãe e mãe, um amor que não se encerra.
Mãe é o lugar invisível para onde o coração corre nos dias difíceis. É a voz que continua ecoando dentro da gente, mesmo em silêncio. É o cuidado que atravessa distâncias, idades e ausências.
Como escreveu Victor Hugo: “Os braços de uma mãe são feitos de ternura, e os filhos dormem profundamente neles.”
Toda mãe sabe que criar um filho é ensinar a partir. Ainda assim, segue amando sem exigir retorno, apenas torcendo para que o mundo seja gentil com aquilo que ela gerou com tanto amor.
E os filhos, por mais longe que estejam, carregam consigo pequenas heranças invisíveis: um conselho, uma oração, um jeito de cuidar, uma força que veio dela.
Nenhum voo apaga a memória do ninho. Nenhum.
E nenhum tempo é capaz de apagar o amor da mãe da gente.
* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB
BOLETIM DA REDAÇÃO - 08/05/2026