João Pessoa, 02 de maio de 2026 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora
cultura

Português António Zambujo traz turnê ´Oração ao Tempo´ ao Brasil

Comentários: 0
publicado em 02/05/2026 ás 12h00
atualizado em 03/05/2026 ás 08h17

Kubitschek Pinheiro

Fotos – Kenton Thatcher

O cantor e compositor português António Zambujo desembarca no Brasil neste mês de maio para uma turnê de 12 shows que marca o lançamento de seu novo álbum,´Oração ao Tempo´, disponibilizado em 19 de março passado.

O disco, seu 11º trabalho, nasce de reflexões sobre o tempo, amadurecidas desde a pandemia, e reúne 15 faixas que transitam entre inéditas, parcerias recorrentes e releituras, incluindo o tema-título de Caetano Veloso em dueto com o artista.

Em formato de show com banda, Zambujo apresenta esse repertório ao lado de canções marcantes de sua trajetória em uma série de apresentações que passam por Ilhabela (1º/5), São Paulo (2 e 3/5), Porto Alegre (6/5), Florianópolis (7/5), Belo Horizonte (8/5), Rio de Janeiro (16/5), Campinas (20/5), Brasília (21/5) Goiânia (23/5). Os fãs paraibanos do artista terão que ir vê-lo no Recife, no dia 9 deste mês. O show em Fortaleza, será dia 13/05.

Zambujo conversou com o MaisPB sobre o novo disco, a turnê e a alegria de cantar no Brasil.

MaisPB – Você vai fazer uma temporada de shows do Brasil, com o lançamento do disco ´Oração ao Tempo´. Isso é uma boa notícia, não é?

António Zambujo – E isso é uma boa notícia para mim porque gosto muito de apresentar a minha música ao vivo e vou poder apresentá-la no Brasil que é um sítio onde eu já toco desde 2007, 2008, por aí todos os anos. Então estou muito feliz por voltar com as músicas novas.

MaisPB – As duas únicas cidades do Nordeste incluídas na turnê são Fortaleza e Recife. Já tinha cantando aqui no Nordeste?

António Zambujo – Eu já tinha cantado em Fortaleza, Recife e Salvador também. Desta vez não vou tocar em Salvador, mas vou tocar em Fortaleza e Recife e é com muita alegria que regresso.

MaisPB – Seu 11º trabalho fala das coisas do tempo, com canções que foram feitas ainda na pandemia. Vamos falar dessas canções?

António Zambujo – O processo criativo do disco é um processo permanente, ou seja, eu não tiro o momento da minha vida para pensar num disco, o disco vai sendo pensado, vai sendo organizado na cabeça, vão surgindo umas ideias, vão surgindo umas parcerias, umas músicas e elas vão ficando organizadas, vão ficando guardadas até ao momento de serem utilizadas. Essa primeira música que se chama Pequenos Prazeres foi gravada, de facto, na pandemia e depois ficou lá guardada até a altura que eu achei mais adequada, que foi agora. Então é isso.

MaisPB – Vocês artistas portugueses têm uma identificação muito forte com a obra de Caetano Veloso – isso é muito bom. Qual foi a reação dele quando você falou que ia gravar “Oração ao Tempo”?

António Zambujo – Caetano Veloso, para além de ser um dos melhores cantores do mundo, é também um poeta maravilhoso, um dos melhores poetas e um dos melhores compositores. Então eu sigo a obra do Caetano já há muito tempo, desde que eu era criança praticamente. Quando decidi gravar ´Oração ao Tempo´, foi aqui em casa, estava num jantar e estava-se a falar da temática do disco, do tempo, e o meu agente, meu empresário aí do Brasil, sugeriu essa canção e eu achei que não poderia ter sido a melhor ideia e decidimos gravar sem intenção sequer na altura de fazer o dueto com o Caetano. Mais tarde, por coincidência, no Rio de Janeiro, mostrei-lhe o arranjo que já estava feito. E ele topou, topou gravar, eu adorei.

MaisPB – Você tem muitos fãs no Brasil e me parece ser o artista português mais disparado por essas bandas. O que você gostaria de dizer ao seu público com essa nova turnê?

António Zambujo – A cena da arte nunca foi uma competição para mim, não interessa ser o mais disparado ou ser o mais… o que interessa é que eu tenha público a querer escutar as músicas que nós fazemos, isso é o mais importante para mim, no Brasil, em Portugal, em qualquer outro lugar do mundo. No Brasil é bom porque a música brasileira é de facto uma grande influência para mim, então o facto de eu tocar aí e de ter público para assistir faz-me pensar que estamos a chegar aí e isso é importante. O que eu gostaria de dizer ao público com esta nova turnê é isso, vamos mostrar as músicas novas, como. Com a banda que gravou o disco, iremos também ao mesmo tempo mostrar músicas de outros discos que já foram tocadas mas com novos arranjos, vamos tocar músicas que não foram tocadas ainda ou que nunca foram gravadas mas que eu gosto de cantar, vai ser assim uma miscelânea de canções. É isso, só esperem que saiam tão felizes quanto nós.

Vejam aqui Zambujo e Caetano Veloso

MaisPB