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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: [email protected]

Que falta faz O Pasquim

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publicado em 07/04/2026 ás 07h00
atualizado em 07/04/2026 ás 08h01

Ainda pensando em Adelaide Carraro, autora do livro “Eu e o Governador”, lançado em 1963, (um ano antes da revolução que nunca existiu),  cujo personagem nunca foi nomeado pela autora, era o Janio Quadros. Quando o livro foi publicado o Janio não era mais nem Presidente, já tinha renunciado com suas vassoras e mesmo assim, foi o livro ‘bomba’. Renunciar é o mes que eclipsar? Ou já era.

Perguntei a escritora Ana Adelaide, se eu deveria entrar para o ´mundinho político´ e ela disse não ao não.

Eu vi a fênix descabelada e os elefantes bêbados, nas fotografias da posse do novo governador da Paraíba.

Sonhei que eu  era o governador, mesmo que a minha vontade fosse uma invenção ora cantada, não seria uma visão  cataclismas. O que seria de mim, um repórter indo ao Conservatório Dramático do Poder, tendo que atender deputados e seus pedidos em pânico.

Mãos à obra –  e sorte muita sorte aos que decidiram renunciar. Até pensei em convidar o jornalista Lenilson Guedes para vice, mas ele não topou e eu nem cheguei a chamar para não gastar o verbo na injusta verda  da posição simplória de confusa candidatura.

Sol, selva, sertão, Pindorama, mulata, maracujá, vou ali e volto já, céu de anil celebrando a tradição romântica e ufanista, minha terra não tem palmares, talvez palmeiras, melcidras, mas está difícil até entrar na Academia Paraibana de Letras, depois do “esporro” que o imortal Hildeberto Boarbosa deu nos pretendestes.

De volta ao começo, não apenas à intensidade do que a imaginação captura ou punha à solta, parece que tem gente que adora cair no ´conto do vigário´. Será que ele está fazendo a feira no Pão de Açucar. Tá craude brô, você e tu, lhe amo´  Se arrependeu? – agora é tarde, Ignez é Marta.

O caráter sugestivo é outra coisa,

Assim, através (odeio essa palavra, acho melhor por meio) da minha participação jornalística contínua, jamais poderia me envolver com a irrealidade da política, a sua individualização progressiva que é tão estranha quanto a que se extrai aos poucos a individualidade singular de um homem sério.

Adeus Brasil dos feijões, dos biscoitos, pernas duras, bambas, seios de borracha, bundas, peitos, línguas e tudo é muito mais.

Que falta faz O Pasquim!

Kapetadas

1 – O pensamento crítico morreu de overdose de trending topics.

2 – Não há nada mais cenográfico do que um vice.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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