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Sem exaltação, o jornalista Nonato Guedes é o registro de agudeza de espírito, de um homem de uma aprendizagem feita para se multiplicar, permitindo-se que todos aprendam, pois, não precisa cumular os detalhes que escapam. Detalhes, é coisa do rei Roberto.
Nonato veio da estrada, está nela, construindo ao lugar sinal, atravessando o tempo de se chegar a conhecer o melhor dos mundos. Seu texto já é do mundo, mas ele, como eu, ainda estamos na estrada.
Nonato apazígua, alguém que encontramos nos versos de Drummond, Manuel Bandeira, nas crônicas, ele nutre o grau fascinante de concisão que implica na longa demorada da maturação do texto. Ele senta e escreve. É o dom.
Ele dribla a dispersão, o acaso, sendo o seu texto explicitamente referido a um acontecimento politico e determina que, ao longo do tempo, em qualquer sistema fechado ou aberto, o repórter deu conta do recado. Seria ele, o repórter professor? Nada, ele é propensão, o pendor do jornalismo e é o carimbo que vale.
A irreversibilidade está nele, a expansão desse tango dos vocábulos, que dribla tudo, até o Brasil de hoje, com seus políticos mentirosos e ligações perigosas.
Uma das coisas que me fascina em Nonato Guedes é o hábito de leitura. Como a aranha que taciturna tece o seu fio guiando-se pelo prazer de existir. Sem ler, não se chega a lugar nenhum, apesar de não haver mais livros a serem escritos. Está tudo aí. Ele é seduzido pelo que lê, a matéria prima do bom jornalista e assim, admite ser proferido, indicado.
Nonato ultrapassa IA, muito embora a IA tem salvado a lavoura de muitos profissionais. Assim, Nonato Guedes intervém de forma a reafirmar o prazer do texto, como dizíamos nos anos dourados.
Eu o conheci exatamente da maneira que cheguei perto de muitas pessoas – olá, eu sou Kubitschek Pinheiro, sertanejo etc – era a necessidade de conhecer gente, cujo ritmo nos chama para crescer, dando a possibilidade, dizia meu pai, de ficar perto dos inteligentes e marcar expressão.
De resto, Nonato é essa indicação fundamental de um homem, como se o próprio nome Nonato Guedes, tivesse, tem, terá esse sentido à fonte com a sua composição pela condição de operário, reflexo de tudo o que se vê e se aplaude.
Meu caro Nonato Guedes, escrevo essa carta de amor para dizer que em nossa amizade não tem ida nem regresso, jamais aborrecimentos. Somos a viagem do sertão e o mar, de modo a unir famílias, a graça do mundo, as relações, ligações, descolar os sentidos, reparar e dividir na construção, esse modus operandi, de ter em dia as imagens do que somos, seremos.
Estamos bem na foto, claramente nesse período em festejamos sua vida, os longos dias de trabalho, sempre a despertar em nós a força que nunca seca, e é sempre possível fazer a flexão de uma abraço que Deus cuida de nós.
Feliz aniversário como manda a tradição, do que é fundamental, por meio de um uma alegria que não desanda. Estamos aí, estamos aí.
Nascemos todos os dias, com as dores e alegrias e que possamos definir uma certa espera, um telefonema, sem precisar de estarmos juntos todos os dias, como acontece comigo com o mano, o nosso Lenilson Guedes.
Não, Nonato, entrelaçar um signo é coisa do destino, admirando-o como o faço, com respeito e atenção pelo mestre que é você.
Kapetadas
1 – As bombas do Oriente Médio chegaram nas bombas de gasolina.
2 – Sucesso é ter paz.
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SAÚDE - 20/03/2026