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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: [email protected]

Lili não tem medo de IA

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publicado em 28/03/2026 ás 07h00
atualizado em 27/03/2026 ás 19h50

O presidente Lula em visita à fábrica da Caoa em Anápolis (Goiás), gerou repercussão ao comentar, em tom de brincadeira, que na China não deve haver o “problema” de altos custos com pets, diferentemente do Brasil.  Aliás, diferentemente do Brasil, o hábito de comer cachorro na China ainda é extremamente forte.

O comentário do presidente foi sobre  gastos com cachorros, mencionando cuidados como veterinário e banho, ao se dirigir ao executivo chinês Zhu Huarong. Será que foi uma brincadeira de mal gosto? Ah! Mas não somos chineses, como disse João Gilberto.

O presidente não conhece Lili a vira-lata Yoshimi que não precisamos inventar para que ela existisse.  Ela pensa rápido, só fala o que é preciso (necessário, e também exato), escuta e entende tudo mesmo quando parece que está em seu mundo pet. E não tira onda, claro.

Lili não tem medo de IA, a IA precisa ter medo de Lili. Lili é um lembrete de que a inteligência canina não tem nada a ver com a inteligência artificial.

A IA é só um monte de informação (boa parte dela roubada) processada e vomitada em padrões mais ou menos previsíveis. Assim são os discursos aleatórios.

A inteligência humana é outra onda. Carregamos 2 quilos de gelatina dentro do coco a vida toda e não fazemos ideia de como ela funciona. Não sabemos nem o que é consciência, como ela se forma. Quem sabe se ela mora no cérebro mesmo? Onde andará Paulo Coelho, que estava aqui há onze minutos caminhando com seu cachorro?

A inteligência canina funciona com sacadas de ideias distantes no tempo no espaço que se conectam (onde?) e fazem um tutor chorar escutando uma música de Odair José há décadas porque um desenho criou essa nova camada para a canção.

Vamos pensar que o mundo ajoelha aos pés das lagartixas arborizadas. O melhor seria duas dúzias de beijocas, mas tudo é tempo e contra tempo e nesse tempo Lili não aguenta falas improvisadas, entre raios que o partam, porque os mortos governam os vivos, já dizia Oswald de Andrade

Lili prospera nas confluências ubérrimas das falas desnecessárias nos fundos e largos quintais de latifúndios. E ainda existe isso, Lili?

Lili é minha Yoshimi; há milhões de outras por aí.

Kapetadas

1 – O físico Stephen Hawking tinha química com o sexo oposto.

2 – Quando vejo uma Inteligência Artificial, chamo logo de burra pra mostrar quem manda.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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