João Pessoa, 29 de novembro de 2025 | --ºC / --ºC
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As palavras, o vício, o início, o que se diz no ouvido, e o que se dirá depois, para o bem ou o bem de todos nós.
Torpe, aquele poeta disfarçado de inimigo que nunca foi, nem será capaz de destruir amores.
Os meninos crescendo, migueis, felipes e josés – o milagre da vida, anitas, aparecidas, antonietas e ivetes.
Todos nascem para viver num mundo onde não há mais amor– porque paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo, da voz do Rapa.
Ninguém é para sempre, mas o amor pode ser adiado, igual um coito interrompido.
Ouvidos nas canções de Djavan, desgoto de filha canções e o que seria do bom se não for o não.
Abrem-se o tumor do mundo, os piores sentimentos, a inveja na janela e o o sol ainda ilumina os limões, os desgostos e prazeres, que não é conta de ninguém.
Viver não é isso, guerra, guerra das palavras, tramas as escondidas, sonhar é querer bem, nunca a liberdade tolhida.
Como pode uma pessoa que gosta tanto, mas tanto, que pode morrer um pelo outro e morre então.
O futuro está noutras estradas, o latido do cão ficou fora do portão.
Da coomeira uma chuva de palavras, os velhos acenos ao redor do fogo.
O valor da musa perdida, que nunca foi embora.
O sujeito não é um verbo e não é humano, igual o calor, desumano.
Cenas venais, para não bater as pálpebras na neblina, do Guimarães Rosa.
Tantas palavras poemas paz, luz, mãe, pai, sol, lua, mas longe é bem ali.
Vive em suavidade. Ama e odeia.
Incoerentes, lúcidos demais.
Fé e esperança. Conhece a vida de andar às cegas e as ruínas do amor à mingua – quem matou esse amor? Certamente nunca amou.
Vida no ninho místico, cheio de compaixões.
Participa das comunhões, mas pisa nas limitações..
Chega de milagres prometidos, viver é bom, mas sobreviver é melhor.
Andadeiro sou,
Kapetadas
1 – Viver é arrumar as malas para ir a lugar nenhum.
2 – Se todos os dias você tentar escapar da rotina, essa será sua nova rotina.
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