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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: [email protected]

Se tudo fosse bom, o que seria do não?

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publicado em 29/11/2025 ás 07h00
atualizado em 29/11/2025 ás 07h59

As palavras, o vício, o início, o que se diz no ouvido, e o que se dirá depois, para o bem ou o bem de todos nós.

Torpe, aquele poeta disfarçado de inimigo que nunca foi,  nem será capaz de destruir amores.

Os meninos crescendo, migueis, felipes e josés – o milagre da vida, anitas, aparecidas, antonietas e ivetes.

Todos nascem para viver num mundo onde não há mais  amor– porque paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo, da voz do Rapa.

Ninguém é para sempre, mas o amor pode ser adiado, igual um coito interrompido.

Ouvidos nas canções de Djavan, desgoto de filha canções e o que seria do bom se não for o não.

Abrem-se o tumor do mundo, os piores sentimentos, a inveja na janela e o o sol ainda ilumina os limões, os desgostos e prazeres,  que não é conta de ninguém.

Viver não é isso, guerra, guerra das palavras, tramas as escondidas, sonhar é querer bem, nunca a liberdade tolhida.

Como pode uma pessoa que gosta  tanto, mas tanto, que pode morrer um pelo outro e morre então.

O futuro  está noutras estradas, o latido do cão ficou fora do portão.

Da coomeira uma chuva de palavras,  os velhos acenos ao redor do fogo.

O valor da musa perdida, que nunca foi embora.

O sujeito não é um verbo e não é humano, igual o calor, desumano.

Cenas venais, para não bater as pálpebras na neblina, do Guimarães Rosa.

Tantas palavras poemas paz, luz, mãe, pai, sol, lua, mas longe é bem ali.

Vive em suavidade. Ama e odeia.

Incoerentes, lúcidos demais.

Fé e esperança. Conhece a vida de andar às cegas e as ruínas do amor à mingua – quem matou esse amor? Certamente nunca amou.

Vida no ninho místico, cheio de compaixões.

Participa das comunhões, mas pisa nas limitações..

Chega de milagres prometidos, viver é bom, mas sobreviver é melhor.

Andadeiro sou,

Kapetadas

1 – Viver é arrumar as malas para ir a lugar nenhum.

2 – Se todos os dias você tentar escapar da rotina, essa será sua nova rotina.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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