João Pessoa, 14 de março de 2026 | --ºC / --ºC
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Eu vejo os cachos de acácias pendurados como frutos na Praça João Pessoa – são lindos, misturados a um novo continente de garotas que topam tudo por dinheiro – bom, tudo (virgula), não posso afirmar.
Tem umas bonitas, cor de jambo, outras loiras, sobejamente conhecidas como se fossem figuras públicas. É incrível o nascimento da linguagem e da abordagem, que partem delas, a despertar a alegria de homens idosos, quase esquecidos : “vamos fazer um programa?”
É o verdadeiro esplendor e, obviamente, quase nada. O programa é cem reais, me disse Assis, não o Francisco. E depois? Depois paga-se o valor e ponto final.
Ponto final. O texto terminaria aqui.
Por que não paga antes, Assis? É no pix? Não tenho dúvidas: a dignidade dessas mulheres, a superioridade delas nunca esmorece, fosse ou não adoradas por quem sai de casa pensando no prazer do coito, no gozo, que é tão rápido, que não se tem o que conversar depois.
Invertendo os versos de ´Cais´, de Milton Nascimento, para quem quer se soltar, elas inventam o orgasmo, inventam mais que a solidão lhes dá, inventam lua nova a clarear, inventam o ´amor´ e não sabem a dor de encontrar.
Essas mulheres longe da imitação da vida, saem com todos os homens por dinheiro. E me parecem inteligentes, atrizes, mas não posso dizer gostosas, porque nunca estive na direção, nem no roteiro.
Como as mulheres são tudo na vida dos homens, ali na praça, representadas parcialmente, ao acompanhar um homem e, certamente, não há diálogos entre os gemidos, bem assim, o Assis não me disse.
Detalhe: elas não beijam na boca.
E nada disso importa ou o que isso tenha a ver com currículos produzidos para efeitos. Não, elas estão na praça trabalhando.
Sempre há uma representação imaginária, qualquer encenação do Shakespeare, mas Assis não sabe nada de Romeu e Julieta.
Também qualquer coisa que não esteja escrito nas estrelas, pois, a outra boca quer feijão, arroz, carne, ovo, sendo o certo que, como se diz, um meio de vida (ou estilo/modo de vida).
Lembro que minha mãe chamava as putas do sertão de ´mulheres da vida´.
O sexo é bom demais.
Kapetadas
1 – Nada é mais permanente na vida do que a impermanência.
2 – Aquela audácia de quem ousa te chamar às 6 da manhã perguntando: “te acordei?”
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BOLETIM DA REDAÇÃO - 12/03/2026