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Francisco Leite Duarte é advogado tributarista, auditor-fiscal da Receita Federal (aposentado), professor de Direito Tributário e Administrativo na Universidade Estadual da Paraíba, doutor em direitos humanos e desenvolvimento. Na Literatura, publicou os romances “A vovó é louca” e “O Pequeno Davi”, uma coletânea de contos chamada “Crimes de agosto”, um livro de memórias (“Os longos olhos da espera”), e dois livros de crônicas.

A diarreia do capeta

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publicado em 07/03/2026 ás 10h04

Ter quinze anos nos dias atuais é um grande problema, mas ainda assim vale a pena. Como não, se aos quinze anos a gente descobre que ainda tateia o primeiro ponto das reticências?

Mas porque só aos quinze anos, se há fios desencapados por todos os lados da existência? Sei lá, quando a gente está sem assunto para escrever, fica como esses meninões de quinze anos. Do primeiro ponto das reticências em diante, tudo é encanto do porvir… Se não fosse a birra megalomaníaca do Presidente do país rico do Planeta.

Tocar fogo, avacalhar o direito internacional, enfiar o dedo no nariz e cheirar, fabricar mentiras. E no outro dia, ao acordar, aquela vontade incontrolável de criar um problema qualquer. Levantar a perna, soltar o som, aspirar, sair correndo. Bomba!

Tedioso, esse mundo. Porque não o enlouquecer? Ora, ora, é preciso criar uma confusão, afinal o mal é algo insano e tem gosto de sangue de inocentes. Que Deus salve a América e arrebente o país dos outros.

Dinheiro, dinheiro, dinheiro. Que perigo, uma mente fascistóide nadando em poder. Se tivesse quinze anos ainda teria sonhos, mas não. É dessas pessoas que adoram o capeta. Os capetas não sonham, todos sabem.

Isso mesmo. Desses homens brancos, feios e arrogantes. E tem um magote de idiotas fazendo companhia. Enquanto isso, o nome de Deus grasnando de um canto a outro da boca.

No Brasil, a coisa é séria, essa velha ideia da extrema direita cooptou falsos cristãos, o infeliz pobre de direita, endiabrados pregando fogo pelas ventas nos púlpitos das igrejas, atiçando as partes baixas das tias do zap que ficam revoltadas porque as boas políticas públicas diminuem as possibilidades de escravizarem alguém.

É a diarreia do capeta. Se alastra como pólvora. O explorado defende o explorador, o enganado se deleita com as piruetas maquiavélicas do enganador, messias falsos, mesmo que engaiolados, e todos, em supremo mal gosto estético e ideológico, estendem a bandeira do império assassino na Paulista, uivando pelo mensageiro da morte: Salvem o Brasil!

É. Essa gente perdeu os sonhos dos quinze anos.

@professorchicoleite

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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