João Pessoa, 19 de maio de 2026 | --ºC / --ºC
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Cada um tem sua felicidade, nem que seja, como disse Guimarães Rosa, em horinhas de descuido.
A felicidade voltou pra mim. Há alguns meses Francis, minha mulher (que me ensinou a amar os gatos) me liga dizendo: achei um gatinho na calçada miando no portão, ele é branco e amarelo) Toda vez que isso acontece eu só penso que é mais uma boca, mais ração, mais vacinas e castração.
O nome do gato é Meninim e parece que pertence ao bando dos puros.
O gato é singelo, afetuoso, como se toda a resistência dele fosse a de um mundo que deixámos de julgar e que ele enfim encontrou um lar.
A toda hora esse ser milenar reúne mais e mais felicidades, a nosso favor.
Parece ter um dom musical, o meu ouvido, a atenção desse ´menino´ alcançando na minha idade, as notas em toda extensão da canção ´Manhã, tão bonita manhã´ que chega de outros seres, os humanos.
A semana passada levamos o Meninim para a cirurgia no Sus, eu digo Sus, porque é da Prefeitura.
Cheguei em casa e ele estava com aquela focinheira que não permite ao animal lamber e arrancar os pontos.
Veio logo falar comigo. Parecia um doidinho.
No outro dia, ele já estava sem focinheira e hoje faz a festa sem saber que tiramos dele as bolinhas precisosas.
Felicidade é isso, um gato branco e amarelo inteiramente no jogo das evidências sem contar os dias em que estarei sempre feliz, bem feliz com ele.
Kapetadas
1 – Antes persona non grata que persona non gata
2 – Estou com fome como sempre.
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política nacional - 18/05/2026