João Pessoa, 14 de abril de 2026 | --ºC / --ºC
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Sem rombudos clichês no invólucro mágico das boas vindas, eu gosto muito de Fernando Leal, pela presença no cenário do tempo que é o senhor da canção: “Manhã tão, bonita manhã” como se fossemos amigos do Antonio Maria e somos atrações veteranas dos festivais do Clube da Caminhada, ele de bicicleta, e eu pé na tábua. Bora cuidar, Fernando?
Fernando não é daqueles do repeteco ´vai ficar tudo bem, cara´ e outros outros poréns. Com Fernando não preciso fazer nenhuma imersão da tecnologia. Nada. É amor de humanos, fulanos, como se se fossemos todos baianos e somos.
Eu escrevi um texto com esse título ´Wills é Leal´, com o pensamento lá no Cinema Tambaú. Saudades dele. No Jornal A União de domingo passado, numa energia não grunge, mas sobre essa velha questão da melhor fase da vida, e ninguém sabe, talvez seja a nossa velha roupa colorida, eu sou o novo Kubitschek e ele, o novo Fernando.
Talvez pelo viés dominante da nossa criatividade, não sei. Aliás, como o tema é o tempo e nesse tempo em que não temos mais tempo para encontrar o disco voador, quando sentamos no computador para escrever, coisa que eu faço diariamente, então Fernando me surpreende, não porque é leal, mas porque ainda adoramos ao Brasil e nossa Melodia Sentimental de Villa Lobos, que nos mantém livre, vivo, digo livro, mestre que no passado se faz presente.
Como disse me disse Leila Diniz, homem tem que ser durão, mas é um chorão desde o instante em que se nasce, já se começa a morrer a quem ele atribui ao poeta CR, que não seria Cassimiro de Abreu, mas cola no saudoso mestre, Carlos Romero – não sei
“E assim começamos a envelhecer. É bom, sim, envelhecer. Mas melhor seria se o tempo que temos hoje para dedicar aos netos fosse o que tínhamos para dedicar aos filhos. E quem disse que o corre deixa?” – O corre, corre, eu digo é nossa capoeira e nessa arte ei de ser fazer avô, um dia, meu caro FL
“E assim vamos tentando compensar mesmo sabendo que “o que passou, passou, o que perdi, perdi, e o “culpado” fui eu. No mais, a esperança é a última que morre. Mesmo assim, sendo a última, morre. Belo texto, Kubi Pinheiro, como sempre”
Isso dele dizer ´belo texto´ e eu só posso me gabar, Fernando é Sabino, é Pessoa, talvez Henrique, mas não é Cardoso, é Leal mesmo.
A minha experiência com as palavras está na pele, numa inspiração constante que é o meu ofício nada convencional.
Fernando me leva a pensar no mar de Noronha, lá somos amigos do Bandeira “enfiada em pau forte, trago do peito a estrela do norte”
Só acho que ser leal é fundamental. Sim, Fernando é o baiano mais paraibano que os meus olhos já viram…
Kapetadas
1 – Sobriedade demais dá a mesma tontura que quatro ou 5 taças de Saquê.
2 – Meu nome é K Bond. James K Bond, mas sou Leal e tal
3 – Fernando é o mais na foto olhando o celular por acaso.
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BOLETIM DA REDAÇÃO - 08/04/2026