João Pessoa, 10 de março de 2026 | --ºC / --ºC
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Perdoem-me se eu, como cronista, não consigo nunca ser um escritor. Aquele velho desejo afundado pela infelicidade abrandada e ansiosa. Não sei escrever livros.
Geralmente sinto-me mais um chato, ou aquela coisa a que chamam “de nicho”, e não vos vou insultar falando de toda a grande m… que se chama nicho.
Durante a vida toda vivemos sozinhos.
A bem-dizer isto já vem de Camões e assim por diante.
A questão é que precisamos sobreviver. E pensamos sempre que a culpa é nossa por não conseguirmos fazer o melhor, mas a rotina nos mata, as cobranças, tudo é angustioso e o céu é chumbo.
Não tenho um pé no orgulho, nunca.
Não quero ser dramático nem insensível e vou perguntar isto com algum humor: A questão é simples: e se não houver lucro? Tem cura, ou morremos todos?
Tudo isso se deve, do meu lado, a estrada estreita por onde passei e a humildade nos meus olhos, do pouco que vi, acenei, presentes no céu e no inferno.
Conhecedor da minha abordagem ao desinteresse do leitor longe dos conglomerados, me desafio a partir da pedra (atire a sua) a refletir percorrendo essa ansiedade infantil, enquanto tomávamos banhos de chuva e as ideias no ar, a reflexão entre o relâmpago mental e toda a desatenção, mas cuidado, respeito não é favor.
Fica sempre a sensação dos senhores poucos e dos escravos muitos.
No quesito inconsciente, leia Nelson Rodrigues
Kapetadas
1 – Nenhum ser no universo pratica o livre-arbítrio melhor que os gatos.
2 – O Irã não tem rei. Tem apenas um cargo vitalício que passa de pai para filho. Já o Brasil, é um quebra-cabeça
3 – Ilustração – Foto: Editoria de Arte/O Globo
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