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segunda fase da Operação Restinga

PC vê indícios de crimes eleitorais durante operação em Cabedelo

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publicado em 06/03/2026 ás 08h59
atualizado em 06/03/2026 ás 11h37
Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa

Indícios de crimes eleitorais foram identificados durante as investigações da segunda fase da Operação Restinga, que mira um grupo suspeito de tráfico de drogas, tortura e assassinatos em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. A ação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (6).

De acordo com o delegado Alexandre Fernandes, responsável pelas investigações, as informações surgiram de forma “fortuita” (de forma inesperada) durante a apuração dos crimes atribuídos ao grupo. O material foi reunido e encaminhado aos órgãos competentes.

“É um tema extremamente delicado. Surgiram informações de crimes eleitorais que se desenvolveram durante essas investigações”, afirmou o delegado.

Ainda segundo o investigador, relatórios de inteligência foram elaborados pela equipe responsável e enviados ao Ministério Público Eleitoral, ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e à Polícia Federal.

“Nós não temos atribuição para tratar disso. Fizemos todo o apanhado, elaboramos os relatórios de inteligência e encaminhamos para o Ministério Público Eleitoral, para o Gaeco e para a Polícia Federal, para dar andamento a essas investigações”, explicou.

E acrescentou: “Se caiu na nossa investigação de forma fortuita, a gente não poderia colocar embaixo do tapete. A gente apurou, preparou o material necessário e encaminhou para os órgãos que vão dar continuidade a essas investigações”, disse.

A Operação Restinga é coordenada pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com o Gaeco do Ministério Público da Paraíba. A investigação aponta que o grupo é “extremamente violento” e atua em Cabedelo com envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e munições, tortura, assassinatos e corrupção de menores.

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