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Uma megaoperação da Polícia Civil da Paraíba, deflagrada nesta quinta-feira (26), revelou um esquema que utilizava contratos públicos na Paraíba para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Segundo as investigações, empresas eram inseridas em processos licitatórios para dar aparência de legalidade ao dinheiro do crime.
De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), um dos casos envolve a empresa AF Amaro Construções, em Pombal, no Sertão paraibano. Conforme a investigação, a construtora “sem funcionários registrados”, recebeu quase R$ 3 milhões em recursos públicos em 2024 para serviços de esgoto e coleta de lixo. “O dinheiro público era usado para irrigar o tráfico de drogas liderado por Luciano Moraes [um dos alvos]”, afirmou a Polícia Civil.
Além disso, a apuração identificou uma empresa sediada em Goiás que, apesar de contar com apenas um funcionário formal, realizava transações milionárias com o núcleo criminoso com atuação na Paraíba. A empresa possuía sócios envolvidos em crimes licitatórios em Minas Gerais.

Operação
A Operação Argos cumpre 44 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão em quatro estados, além de determinar o bloqueio de mais de R$ 104 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis e veículos de luxo.
A Polícia Civil aponta que a organização criminosa possuía divisão interna por núcleos, incluindo um setor específico de lavagem de dinheiro. O esquema teria movimentado cerca de meio bilhão de reais desde 2023, utilizando empresas de fachada, participações familiares, contratos públicos e movimentações bancárias fracionadas para dificultar o rastreamento.
MaisPB
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