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João atribui esgoto na orla a falhas na rede de drenagem da Prefeitura de JP

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publicado em 04/02/2026 ás 10h20
atualizado em 04/02/2026 ás 10h58
Foto: Reprodução

O governador João Azevêdo (PSB) comentou, na manhã desta quarta-feira (4), sobre os casos de despejo de esgoto irregular e mau cheiro registrados na Orla de João Pessoa. Questionado sobre a atuação da Cagepa, João disse que as falhas estão relacionadas a falhas na rede de drenagem pluvial, de responsabilidade da Prefeitura de João Pessoa.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Paraíba Agora, da Rádio POP FM 89.3. Na ocasião, o governador criticou o “jogo da informação” e a politização do tema.

“É o jogo da informação e que se coloca muitas vezes a população para não entender (…) Essa rede de drenagem é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Existe uma outra rede, que é uma rede de tubo de PVC mais fina, para receber o esgoto que sai das casas e dos prédios. Todo o esgoto de João Pessoa é recebido nessa tubulação e levado para as estações de tratamento. Volto a dizer, todo o esgoto de João Pessoa que a Cagepa coleta, ela trata para poder devolver para os rios”, disse João.

João também explicou que problemas podem ocorrer quando há ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem pluvial. Ele afirmou que nessas situações, a identificação e a fiscalização dessas ligações são responsabilidade da Prefeitura.

“E aí vem a discussão: de quem é a responsabilidade? Porque o esgoto não é da Cagepa? Não. A responsabilidade é da Prefeitura de controlar a sua rede de drenagem, identificar quem está com ligação clandestina e multar. É assim. É preciso fazer um trabalho conjunto, ao invés de tentar empurrar um para o outro, porque, quando se coloca política no meio, fica querendo se usar esse tipo de coisa. Mas é uma rede de drenagem”, declarou.

Azevêdo ainda defendeu que o tema seja tratado de forma técnica, sem disputas políticas.

“No mínimo, se a Prefeitura limpasse todo dia, já reduziria muito a questão. Segundo, tem que fazer a fiscalização para saber se tem algum esgoto clandestino sendo ligado, porque a Cagepa não leva para o mar, nem lança esgoto nenhum. Essa é a realidade. Fora isso, é discussão política, é jogo de responsabilidade”, concluiu.

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