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Entrevistado do Programa ‘Hora H’, da TV Norte Paraíba, o secretário de Cidadania e Direitos Humanos de João Pessoa, Diego Tavares (PP), surpreendeu e anunciou, na noite desta segunda-feira (5), que está entregando o cargo na gestão do prefeito Cícero Lucena (MDB), pré-candidato a governador da Paraíba. Tavares fez suspense sobre seu apoio para governador entre Cícero e o vice-governador Lucas Ribeiro (PP). “Minha prioridade é minha eleição”, disparou, acrescentando: “Seria traição se eu fosse para Efraim, apesar de ser um amigo”:
“Eu conversei com o prefeito Cícero em fim de dezembro e disse que estaria deixando a secretaria agora em janeiro. Para não afetar o planejamento e ter mais tempo para me dedicar as articulações. Já comuniquei ao prefeito o meu desejo. Não vou conseguir conciliar o cargo e a minha pré-candidatura. Aqui, oficialmente (no Programa Hora H), eu digo que estarei deixando a Secretaria e me dedicando exclusivamente à minha candidatura de deputado estadual”, revelou.
Suplente da senadora Daniella Ribeiro (PP), Diego justificou a decisão de deixar a Secretaria do governo Cícero para, além de se dedicar exclusivamente à campanha de pré-candidato a deputado estadual, também para ficar à vontade e livre para fazer uma análise de qual partido concorrerá a um mandato na Assembleia Legislativa.
Na entrevista, o pré-candidato a deputado estadual disse que precisa acertar na escolha partidária, ao lembrar que vinte anos atrás foi candidato ao mesmo cargo, teve votação acima de alguns eleitos, mas não entrou numa vaga porque errou no partido – o PFL, à época. “Eu não posso cometer o erro de vinte anos atras e frustrar todas as lideranças que estão no nosso projeto”, asseverou.
Ao afirmar que vai buscar a opção partidária que lhe der mais condições de se eleger, Diego Tavares assegurou que essa questão vai pesar, também, quanto ao seu apoio para a eleição de governador. Ele revelou convites de seis partidos, entre eles, o MDB, Republicanos, PV e Solidariedade.
Taves admitiu que sua decisão de entregar o cargo na gestão de Cícero e ficar livre para analisar o partido que se filiará vai gerar especulações. “Se vai haver especulação, a minha decisão é política. Vou dizer aqui de forma pública, tenho amizade com Cícero e com os Ribeiro, e sempre servi a eles, será que agora minha decisão eles vão ficar com raiva? Só serve quando eu servi a eles?”, questionou.
Perguntado sobre sua decisão de ficar na gestão de Cícero em outubro passado, após rompimento do prefeito com o PP, Diego Tavares deixou no ar: “A realidade política às vezes muda. O que eu não posso é sentar como sentei com o deputado Anderson Monteiro (MDB), e ele me mostrar uma nominata, e na nominata não estar quatro ou cinco deputados que estão dizendo que vão para lá. A minha decisão é partidária. E isso não é rompimento com A ou B”.
Cícero ou Lucas?
Ao ser questionado se tem justificativa para votar tanto com Cícero Lucena quanto com Lucas Ribeiro, Diego Tavares cravou: “Eu preciso ver a nominata, não vou dar cheque em branco. Eu tenho responsabilidade com meu grupo político. O que eu não posso é entregar essa responsabilidade para A, B ou C. Vou tomar minha decisão baseado num projeto (se eleger deputado estadual)”.
O que vai pesar na escolha?
“Vai depender, se o MDB não tiver o chapão, do mesmo modo o convite do PV, mas o PV vai votar em quem? É essa construção, esse tempo que eu preciso”.
Rompimento de Cícero e o clã Ribeiro
“O maior prejudicado desse rompimento fui eu. Porque tenho amizade tanto com a família Ribeiro quanto com a família Lucena”.
“Entendo o lado do prefeito Cícero, que é experiente, está bem avaliado, faz uma boa gestão e quer disputar, e ao mesmo tempo entendo a situação de Lucas, que assumirá o governo e se não disputar nunca mais ninguém vai acreditar nele para qualquer candidatura”.
Confira a entrevista completa:
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BOLETIM DA REDAÇÃO - 16/12/2025





