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A Paraíba registrou um aumento de 60% no número de reservatórios em situação crítica em um ano. Atualmente, 45 reservatórios estão em nível crítico, enquanto apenas dois estão sangrando e somente 12 operam em nível considerado normal.
O cenário é preocupante quando comparado com o mesmo período de 2025 (janeiro), quando 28 reservatórios estavam situação crítica.
Segundo o subgerente de Monitoramento Quali-Quantitativo da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Wellington Barbosa, o quadro está “um pouco acima da normalidade”. O cenário, de acordo com ele, é reflexo direto do baixo aporte hídrico registrado em algumas regiões ao longo do ano passado.

Imagem: AESA
Em conversa com o Portal MaisPB, nesta quarta-feira (7), Wellington explicou que o estado já estava com reservatórios em condição delicada, mas a situação se agravou pelo baixo volume de chuvas. Uma das regiões mais afetadas é o Sertão do estado. “Por exemplo, a região de Patos. Porque um reservatório está seco, o Farinha, e o Jatobá está em torno dos 10% [da capacidade]. São os reservatórios que abastecem lá. Então, já afeta um pouco a rotina da sociedade naquela cidade”, pontuou ele.
Apesar do cenário, o subgerente de Monitoramento ressaltou que a existência da transposição do Rio São Francisco tem amenizado os impactos da estiagem. A Aesa informou que acompanha a situação diariamente, monitorando os níveis dos reservatórios.
A redação entrou em contato com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para saber informações sobre os impactos dos baixos volumes de água no abastecimento para a população e aguarda retorno.
Baixa umidade
Nos últimos dias, o Sertão paraibano tem sido frequentemente colocado sob alerta de perigo por causa da baixa umidade. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar está entre 30% e 20% na região.
Juliana Alves – MaisPB
BOLETIM DA REDAÇÃO - 16/12/2025





