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Um dos lugares mais bonitos do litoral sul da Paraíba, a praia de Coqueirinho virou terra sem lei, com o aumento de barraqueiros e aluguel de guarda-sóis, que ocupam a faixa de areia destinada ao banho e passeio de moradores e turistas.
O crescimento desordenado dos barraqueiros e do aluguel de guarda-sóis na Praia de Coqueirinho, tem se tornado motivo de preocupação e indignação entre moradores e frequentadores. Conhecida por sua beleza natural, falésias preservadas e mar de águas claras, Coqueirinho vem perdendo, aos poucos, o equilíbrio entre o turismo e a preservação ambiental.
A ocupação excessiva da faixa de areia, sem critérios claros ou fiscalização efetiva, transformou o que antes era um espaço livre e democrático em um território marcado pela disputa. Guarda-sóis se multiplicam, barracas avançam sobre áreas sensíveis e o acesso ao mar torna-se cada vez mais restrito para quem não deseja ou não pode pagar. O cenário gera sensação de abandono e impunidade, como se a praia estivesse entregue à própria sorte
O turista chega e é submetido a consumação mínima de até R$ 300, acrescida de taxa de 10%, guarda-sóis cobrados entre R$ 70 e R$ 120, e flanelinhas impondo valores próximos de R$ 50 para permitir o simples direito de estacionar em vias públicas. Nada disso é pontual. Nada disso é isolado. Trata-se de um padrão que se repete de praia em praia, criando uma barreira econômica clara ao acesso livre ao litoral — bem público por definição constitucional.
Moradores relatam não saber a quem recorrer. Falta orientação, diálogo e, sobretudo, a presença do poder público. Órgãos responsáveis pelo ordenamento urbano e ambiental parecem ausentes, enquanto a ocupação cresce diante dos olhos de todos. O silêncio das autoridades contrasta com a angústia de quem vive da região e teme pela descaracterização definitiva de um dos cartões-postais mais emblemáticos da Paraíba.
Os relatos publicados pelo jornalismo do Paraíba 2.0, em suas redes sociais a partir de denúncias feitas por cidadãos nas redes sociais e em espaços de comentários dos principais portais de notícias do Estado, revelam não apenas indignação, mas também impotência. O consumidor se vê coagido: paga para evitar conflito, consome para não ser expulso, aceita a cobrança para não estragar o dia. É a normalização do abuso. É o caos.

O problema não é o trabalho dos barraqueiros em si, mas a ausência de regras justas e fiscalização que garantam convivência harmoniosa, respeito ao meio ambiente e acesso livre à praia, como determina a legislação brasileira. Sem planejamento, o turismo que deveria gerar desenvolvimento passa a ameaçar a própria identidade do lugar.
Coqueirinho pede socorro
Coqueirinho pede socorro. Os moradores querem respostas, soluções e ações concretas antes que seja tarde demais. Preservar a praia não é ser contra o turismo, mas assegurar que ele aconteça de forma sustentável, ordenada e respeitosa, para que as futuras gerações ainda possam reconhecer em Coqueirinho a beleza que hoje corre o risco de desaparecer.
Confere aqui alguns comentários na postagem do paraibadoisponto0
Já venho noticiando esse fato.
*flanelinhas Quanto ao texto, é isso o que está acontecendo, não só no Litoral paraibano, mas em toda a Costa do Nordeste. Recentemente, em Pipa RN, ao colocar o pé na areia, fomos abordados por umas cinco pessoas de uma vez só, querendo nos guiar às suas mesas, cadeiras e guarda-sóis. Me senti numa feira livre. Não, numa praia para curtir a Natureza e a calmaria
Terça-feira fui com minha família e um casal de amigos na praia de Pitimbu e lá tem um quiosque que atende e fornece mesa/cadeiras/guarda-sol, chegamos e o atendente disse que os lugares eram livres e que eles nos atenderia com nossos pedidos, consumimos e pagamos quase 600 reais o que eu achei justo, hoje dia 01/01/2026 retornamos no mesmo local e pasmem… só podíamos usar os lugares de mesas/cadeiras/guarda-sol com a condição de consumir no mínimo 150 reais por um jogo de mesa, se fosse 02 jogos seria consumação de 300 reais. QUESTIONEI O ATENDENTE INFORMANDO QUE ESTIVENOS LÁ NA TERÇA-FEIRA E NÃO TINHA ESSA OBRIGAÇÃO DE CONSUMIR VALOR MÍNIMO ESTABELECIDO E O MESMO ME RESPONDEU QUE “HOJE É FERIADO ” lógico que não aceitamos, e digo não é o valor porque com certeza iríamos gastar até mais, mas, sim pela IMPOSIÇÃO que eles nos abordaram. O nome do quiosque é Restaurante Barramares .
Só deveria colocar cadeira e guarda sol quando alguém solicitasse, antes disso área livre, nada de guarda sol.
E vá inventar de levar seu guarda-sol que eles avançam com força. Privatização dos espaços públicos sob o nariz da prefeitura e do Ministério Público
A máfia das areias está em todo litoral brasileiro Pelo fim das barracas! Queremos as praias livres!
Cartel informal em todas as nossas praias. A CF que lute para ser respeitada. Praias são bens públicos de uso comum, o que significa:
1. Livre acesso;
2. Proibição de cerceamento;
3. Propriedade da União.
A questão é que o Poder Publico e o Fiscalizador, faz cara de paisagem.
Estive em Coqueirinho semana passada, paguei 30 reais por uma cadeira e um guarda sol, porque não consumi o valor mínimo cobrado pelo “estabelecimento”. Na hora de fechar a conta, colocaram dez por cento de taxa de serviço sobre o valor total da conta, incluindo o valor do uso do guarda sol e da cadeira. Recusei-me a pagar a taxa de serviço, aceitaram de mau grado. Mas aceitaram.
A praia de Coqueirinho no litoral de Conde está terrível essa prática de exploração aos turistas.
Estão querendo copiar o mal hábito dos outros estados. Devemos ser exemplo de honestidade e profissionalismo e não trazer essa máfia aqui pra nosso estados.
Nada supera o estacionamento em coqueirinho, 50 reais para deixar o carro num barranco.
Ausência do Estado, que não fiscaliza. Cadê o MP, PROCON, prefeituras???? Vão continuar nos extorquindo?
Coqueirinho além dos preços abusivos , não tem banheiros químicos ou não para os turistas , preços abusivos .obs: não sou turista mas sofro isso no dia a dia.
Perfeito! Os senhores parlamentares mirins e as prefeituras são omissas! Não é criminalizar mas regular, fiscalizar e cumprir a Lei.
Fui em Tambaba há um ano, conhecer a parte naturista. Lá não tivemos problema com cadeira e guarda-sol, levamos o nosso kit praia e foi de boa. Lá não tem mra opção de barraca e a gente não tinha levado lanche. Quando a fome apertou a gente pediu refri e caldinho. Não apresentaram cardápio e esse foi o nosso erro, pq por 2 latinhas de coca custaram 40 reais e 2 ensopados, servidos marmitinhas de hambúrguer, foram 160 contos. Ou seja, pagamos 200 contos por 2 coquinhas e 2 caldinhos. Fiquei tão impactada que nem reagi, apenas paguei, me sentindo assaltada. A praia é linda, volto sim, mas levo meu kit farofa e meus lanches na próxima.
Sou de MT, estou aqui a alguns dias com minha família visitando uns parentes, e conhecendo as praias desse lugar lindo,, mas as 2 vezes que fomos em coqueiros foi muito difícil com esses caras que se dia cuidadores de carros, que no fundo eles só estão extorquindo os turistas,hoje teve um senhor que até nos ameaçou, tivemos que sair do local porque questionamos o valor de 50 reais por cada carro com ele, o cabra saiu do sério. Sem contar que na hora de armar a nossa barraca outra luta, eles não deixaram, são 2 máfias aí dos carros e das barracas, o poder público precisa tomar providências urgente, se não pode acontecer coisas piores, isso é inaceitável, esses caras estão humilhando as pessoas de bem, tá errado
BOLETIM DA REDAÇÃO - 16/12/2025





