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Kubitschek Pinheiro – MaisPB
Djavan lançou seu 26º álbum de estúdio “Improviso” pela Luanda Records/Sony Music com 11 canções inéditas e uma regravação especial de “O Vento”, composta com Ronaldo Bastos e eternizada por Gal Costa.
O cantor está a comemorar cinco décadas de carreira com a turnê “Djavanear 50 anos. Só Sucessos”, que estreia em 9 de maio de 2026 no Allianz Parque, em São Paulo, antes de rodar mais dez cidades brasileiras com um repertório que atravessa sua discografia e abelas canções de “Improviso”
Em 1976, Djavan iniciou sua trajetória com o lançamento de “A Voz, o Violão, a Música de Djavan” sem imaginar que se tornaria um dos maiores ícones da música popular brasileira. A partir do dia 9 de maio de 2026, o cantor alagoano celebra a carreira de cinco décadas com a turnê “Djavanear 50 anos. Só Sucessos”, que se iniciará em São Paulo, no Allianz Parque, antes de passar por estádios e arenas de todo o país em um espetáculo formado exclusivamente por sucessos.

Além da capital paulista, outras dez cidades estão confirmadas até o momento – Salvador, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belém, Recife e Maceió – e o repertório reunirá cerca de 25 canções que atravessam toda a sua discografia. João Pessoa ainda está de fora
Com direção artística de Gringo Cardia, a turnê conta ainda com os olhares de Césio Lima (lighting designer e diretor de fotografia), Mari Pitta (diretora de iluminação) e Sérgio Almeida (programação e operação de luz). No palco, Djavan (voz, violão e guitarra) se apresenta com Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra), Paulo Calasans (piano), Renato Fonseca (teclado), Jessé Sadoc (trompete), Marcelo Martins (sax tenor) e Rafael Rocha (trombone).
Em conversa com o MaisPB – pela terceira vez, o artista contou as histórias imprevisíveis que permeiam seu mais novo trabalho, incluindo uma música que poderia ser de Michael Jackson, e também refletiu sobre o reencontro de sua música com a geração Z e o prazer de compor como quem descobre o mundo pela primeira vez.
MaisPB – Improviso é tão bonito quanto Vesúvio. As novas canções falam da vida da gente – e tudo está ligado ao coração. Por exemplo O Escolhido (que é uma canção lindíssima) e o Grande Bem parecem canções casadas. Vamos começar por aqui?
Djavan – As duas falam de amor, por isso casadas. Esse é um disco que me deu muita felicidade fazer. Em primeiro lugar porque fazer de novo, é fazer sempre e é uma alegria imensa, não é uma coisa simples. Você tem razão, é um disco lindo que eu gosto muito.
MaisPB – O Improviso é a grande sacada, né Djavan?
Djavan – O Improviso que eu quero continuar perseguindo é fazer sempre novos discos, novas canções. Com uma carreira longa como a minha, isso não é simples. Você tem que realmente se entregar a isso, e no meu caso não é tão difícil, porque é o que eu mais quero na vida. É isso que me mantém vivo. E se teve algum improviso que deu errado, eu esqueci
MaisPB – “Falta ralar” é uma canção ´tapa na cara´ e dentro da canção você dialoga com a letra, muda o ritmo – é incrível isso. Vamos falar dessa canção?
Djavan – Essa canção é uma alusão a narrativa dos jovens, os adolescentes, tenho filhos e netos adolescentes também e eu falo exatamente disso, o amor entre eles
MaisPB – Vi umas entrevistas suas você falando sobre a canção “O Vento” sua e Ronaldo Bastos que Gal gravou e a maneira como você falava da cantora, sua amiga, coisas bonitas – Caetano diz “Gal Pra sempre” e o que Djavan diria sobre a falta dela na sua vida, na música, no mundo?
Djavan – A Gal (Costa) é uma cantora, ela era uma pessoa impressionante gostosa de conviver, uma pessoa amorosa, íntegra, uma pessoa boa. Gal vai fazer falta para sempre em todos os âmbitos, de todas as maneiras.
MaisPB – Vamos lembrar aos leitores da Paraíba a canção Pra Sempre que você fez para Michael Jackson e gravou agora – é uma canção linda também?
Djavan – Eu mandei sim. Mandei atrasado, e ele não gravou. Eu gravei agora por que meus filhos ficaram insistindo, porque eles conhecem a história e estavam presentes lá ao encontro com o Michael. Eu fiz a letra, que não tinha e grave. Eu tinha um certo receio por Michael Jackson não está mais aqui e poderia não ser uma coisa tão legal, mas desencanei e gravei e estou feliz com isso.

MaisPB – Vem aí a turnê “Djavanear 50 anos”?
Djavan – Claro que vamos. Será maravilhosa: só sucessos, com as canções desse novo disco. Você vai gostar, eu lhe garanto – a gente vai levar música para esse país…
MaisPB – Seu filho Inas e seus netos Gabriel e B lançaram o single “Cartas na Mesa”, estreando a banda Trivia, e eu gostei muito – como o pai e avô comentaria sobre essa descoberta?
Djavan – Uma coisa esperada, pelo que eu conheço deles, sempre foram da música, desde pequenos, me viam cantando e tocando, dançando, são meninos muito felizes. Eu sabia que ia dar uma coisa legal e olha que isso é só o começo, eles tem muito para mostrar no futuro
VIOLÊNCIA - 14/11/2025