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Graduada em direito e pós graduada em direito criminal e família, membro da academia de letras e artes de Goiás, tenho uma paixão pela escrita Acredito no poder das palavras para transformar realidades e conectar pessoas

Mulheres: amor, força e memória

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publicado em 08/03/2026 ás 07h00
atualizado em 08/03/2026 ás 09h26

Há datas que nos convidam à reflexão sobre caminhos, conquistas e também sobre as dores que ainda atravessam a nossa história. E são muitas.
Ser mulher sempre foi uma travessia. Ao longo do tempo, muitas lutaram para que outras pudessem estudar, trabalhar, votar, ocupar espaços e existir com dignidade.

Minha mãe Maria Severina (foto)  me mandou pra vida e ela está viva e eu sou só gratidão por  tudo que fez e faz  por mim, nessa celebração de mãe e filha,  amores sem fim. Sou mãe de Maria Izabel e me vejo nela e ela é uma referência, excelente dentista e  me fez avó de Miguel.

Cada direito conquistado carrega a coragem de mulheres que ousaram desafiar o silêncio. Fale, diga, grite, resolva, seja dura na queda.

É de Simone de Beauvoir a frase mais sinificante – “Não se nasce mulher: torna-se” A frase continua atual porque ser mulher, em muitos lugares do mundo, ainda significa enfrentar desigualdades, provar competências e resistir a violências que jamais deveriam existir.

Ela é Brilhante

Recentemente, um caso que repercutiu profundamente na Paraíba trouxe novamente à tona essa dura realidade. A médica e influenciadora Raphaella Brilhante denunciou agressões sofridas dentro do casamento, expondo um ciclo de violência marcado por controle, medo e silenciamento. A repercussão foi tão grande que motivou a proposta da chamada “Lei Raphaella Brilhante”, apresentada no Senado, que busca endurecer penas para crimes de violência doméstica e feminicídio. tem que haver uma punição mais severa para crimes de violência contra a mulher. Ninguém aguenta mais.

Histórias como essa nos lembram que nenhuma conquista pode nos fazer esquecer que ainda há mulheres vivendo sob ameaça.

Mas também nos lembram da importância de romper o silêncio.

Ser mulher é carregar delicadeza e coragem no mesmo gesto. É transformar dor em resistência e história em legado. É seguir abrindo caminhos por si mesma e pelas que ainda virão.

Que a força feminina continue sendo o que sempre foi: raiz, coragem, fé e transformação.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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