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Álbum “Turma Canta Zeca Pagodinho” tem a participação do artista de Xerém, no RJ

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publicado em 07/03/2026 ás 11h56
atualizado em 07/03/2026 ás 11h58
Foto: Reprodução

Kubitschek Pinheiro

O Turma do Pagode, grupo de São Paulo, está nas nuvens. Lançaram o álbum “Turma Canta Zeca Pagodinho”, um projeto especial que celebra os 40 anos do primeiro disco de Zeca e os 25 anos de estreia do Turma.

Mais do que um tributo, o álbum traz uma história que conecta gerações do samba: assim como Zeca foi revelado nas rodas de Ramos, o Turma surgiu de encontros acústicos na Zona Norte de São Paulo, unido pela mesma essência percussiva, popular e de mesa de bar. Eles são bambas.

Carreiras distintas que agora se encontram de forma inédita — com participação direta de Zeca Pagodinho, música inédita gravada em conjunto e uma gravação ao vivo feita no próprio Bar do Zeca, no Rio.

O repertório passeia por todas as fases da carreira do sambista, equilibrando grandes clássicos e lados B afetivos, além de reunir nomes fundamentais dessa história, como Rildo Hora, Mauro Diniz e Noah, neto de Zeca, em momentos emocionantes.

É samba que o Turma tem, legado, amizade, memória afetiva e a “passagem de bastão” entre gerações.

Atualmente a banda é composta por  Leiz, Caramelo TDP, Fabiano Art, Rubinho, Neni Art, Marcelinho TDP, Thiago e Leandro Filé e fazem shows por todo Brasil.

O MaisPB conversou com o Turma do Pagode sobre o lançamento deste projeto tão especial no escritório da Sony Music SP, na Paulista

MaisPB – E Estão, estão preparados pra mostrar a arte de vocês aqui é o povo da Paraíba?

Leizinho – Ora, só se for agora.

MaisPB – o disco de vocês é quase todo do Zeca Pagodinho em pessoa, né?

Leizinho – Zeca Pagodinho é ele mesmo. É bom que ele também ficou com a cara do Zeca, mesmo e com a nossa cara.

MaisPB – Enfim, vocês se encontraram, né? Ele parece muito ocupado…

Leizinho – Sim. E a gente quando foi gravar com ele, também foi assim, a gente tinha essa vontade de gravar com o Zeca Pagodinho, mas a agenda dele é puxada, aí ele tem muitos compromissos mas que bom que ele aceitou gravar com a gente e ficou bonito.

MaisPB – Vocês estão com esse trabalho há muito tempo, apurado, bem-feito e acho que vão acontecer vários eventos com Zeca.

Leizinho – Tomara.

MaisPB – Quem é o padrinho dessa história? É o Netinho, né?

Leizinho  – Não, na verdade, o Netinho foi o cara que incentivou a gente no início da nossa carreira. Isso a gente falou lá antes de 1997. No ano 2000 a gente gravou um CD que ele incentivou. Ele que nos apresentou na época o dono da gravadora e tudo.

Thiagão – Esse foi o primeiro trabalho que a gente fez.

MaisPB – Muito tempo, né? Assim na estrada… Eu gostei porque vocês pinçaram as canções de todos os discos do Zeca Pagodinho, tem até, tem até o lado B, as músicas que muita gente não conhece?

Leizinho  – A gente fez um peneirão pra gravar, foi a escolha do repertório. Como você mesmo falou agora, a gente foi escutando os CDs desde o primeiro álbum do Zeca,  o segundo, o terceiro, e dali a gente foi peneirando, trazendo uma daqui, uma dali, pegando uma outra ali. E aí a escolha do repertório não foi fácil não, mas aí chegou no resumo, que a gente gravou, acho que quantas faixas? Trinta e uma? Tem trinta e poucas canções do Zé Pagodinho. Sem falar nas ficaram de fora que a gente não colocou mas, pra separar tudo isso aí foi um trabalho, foi bem difícil, não foi fácil.

MaisPB – Mas tem uma canção linda  “Coração em Desalinho”, que vocês trazem ela num pagode legal…

Leizinho – Não é essa música, isso vai em rodas de samba, até hoje ela é cantada porque é um grande sucesso. E como você mesmo, cogitou falou, outros segmentos gravaram essa música que é uma canção que tem um linguajar diferente

MaisPB – É uma canção muito bonita, né?

Leizinho – Exatamente, é um linguajar que tipo, por ser, ela foi gravada há muito tempo, mas é até hoje é usada. É o papo dessa música é muito bom, muitos vão gravar e ainda vão regravar essa música.

MaisPB – Claro, muita gente ainda vai gravar essa música, porque ela é um clássico, é de Monarco, né?

Leizinho – Sim.

MaisPB – Quem está na sua camisa é a Mona Lisa?

Leizinho  – É. Ela está com um adereço de Palhaço

MaisPB – Mas vocês já tocaram a obra de Zeca, né?

Thiagão – Sim, mas pra gente poder contar uma história cronológica do Zeca, você pega um sucesso de cada disco, um lado B, porque existe aí toda uma história de vida onde a gente tentou musicar tudo. E outra, aí vem cenário, local, ensaios, arranjos. Então assim, um é um produto, vamos dizer, que é trabalhoso desde que se pensa em fazer um projeto desse, até os dias de hoje, até ele sair.

MaisPB – Gravaram bonito, viu?

Thiagão – É uma responsabilidade muito grande pra nós, um grupo que teoricamente perto do Zeca nós somos novos, a gente tenta de uma forma contar a história dele e tentar cantar a história dele musicada, e ainda tê-lo numa participação, ter o neto dele, então a responsabilidade foi grande. Nós tínhamos que tomar todos os cuidados e fazer de uma forma mais bonita possível, pra não só a gente gostar, mas pro homenageado ficar feliz, né?

MaisPB –  E ficou legal, vocês gravaram lá no bar do Zeca… Como foi que arrumaram tudo isso ali?

Leizinho – É porque a gente já ia gravar com ele, porém se fosse gravar no estúdio, a gente não ia conseguir transmitir a energia. E nada melhor do que gravar na no bar que é dele, o bar que é tipo de samba, um bar que já é, assim, conhecido no Rio de Janeiro. Então, a gente conseguiu, ter aqui tudo possível pra gente gravar lá no Rio, em um dia que o bar abre. Ficou só pro público do turma mesmo e alguns convidados do Zeca. O Thiago falou numa entrevista anterior, uma coisa legal. Era o mês de aniversário do neto dele Zeca levou a família toda pra ver essa gravação, ou seja, se fosse em outro local, talvez isso não seria possível.

MaisPB – É bonita a cena em que o Neto Noah está participando da gravação, e ele está concentrado…

Leizinho – Isso é uma coisa legal, se a gente tivesse gravado talvez em outro lugar. Não teria nada disso, então foram coisas que deram certo, e na somatória geral ficou bonito, todo mundo gostou, como o Thiagão falou, ele gostou, a gente muito, e gostamos de tudo que foi feito lá. E o bacana é que ele gostou do cenário que a gente conseguiu montar dentro do bar dele, um cenário, todo de luz e aquelas flâmulas que colocamos  em homenagem a ele, com o São Jorge, poxa, foi demais

MaisPB – Muita gente está envolvida nisso. Chamaram Nando, Coringa, né? Chamaram várias pessoas, Bira e Marcílio, todo mundo esteve nessa noite histórica,?

Leizinho – É, Carlinho Sete Corda, aí tem também Rildo Hora. Tem uma banda fantástica que conseguimos reunir assim, músicos de alto escalão, pra gravar com a gente no, nesse projeto Turma Canta Zeca Pagodinho.

MaisPB – Vocês sentiram ele meio bamba, muito feliz…

Leizinho – Ele abraçou o projeto. Isso foi uma coisa legal antes de começar a gravação, ele palpitou algumas coisas, tipo, ele ficou assistindo o ensaio, o neto dele pra cantar com a gente. Então ele acompanhou e gostou do trabalho.

MaisPB – Vocês são incríveis. E essa canção “Pedindo a conta”, eu nunca tinha visto, você vê, tem toda a história do Zeca, das escolas, ninguém teve a ideia de fazer uma música pedindo a conta, só se faz as canções já bebendo ou pagando pedindo a conta foi uma boa sacada?

Leizinho  – Essa música aí, a gente está pedindo o conselho pro Zeca Pagodinho, e automaticamente ele dá os conselhos pra gente. Essa música, a gente quando pensou em gravar algo inédito, não seria tipo relacionado a um conselho que a gente fosse pedir pro Zeca, queria gravar algum samba, do mesmo modo que ele sempre gravou. Porém essa música chamou a nossa atenção e chamou a atenção dele. E teve a junção, ela ficou maravilhosa, não é porque é nossa não, mas ela ficou dez.

MaisPB – É porque diz aqui, acabei de chegar, já estou pedindo a conta. Como é que a pessoa acaba de chegar e já está pedindo a conta, né?

Leizinho – Está pedindo conselho que no final ele fala assim, maneiro, mesmo é ter amigo, ser família e chegar cedo em casa, é tudo um negócio, ele curte tudo porém tem horário de chegar em casa para não vacilar e essas coisas assim….

MaisPB –  É o terceiro disco do grupo ou tem mais?

Leizinho  – Não, a gente já tem dezessete discos lançados…

MaisPB – Todos físicos, né?

Leizinho  – A maioria só o físico, se eu não estiver enganado, Thiago conta.

Thiagão  – Hoje estão todos nas plataformas e no YouTube.

MaisPB -Vocês nunca vieram fazer uma turnê no Nordeste?

Thiagão  – Estivemos aí em São Luís do Maranhão, recentemente

MaisPB – Nunca vieram à Paraíba ou devem ter vindo ao Recife.

Leizinho – Já fizemos algumas coisas por aí, mas não na época de São João, a gente foi fazer temporadas tipo, fora de época, mas já fomos bastante no Nordeste

MaisPB – Fala a verdade, depois do show, da coisa toda, aí rolou uma cervejinha, né?

Leizinho – A cervejinha rolou antes, a gente tomou uma cerveja com ele antes do show, antes da gravação. Foi um momento que a gente pôde conhecer o Zeca Pagodinho um pouquinho melhor, conversar com ele E ali foi o momento que a gente encurtou a distância que tinha, tipo assim, que o Zeca é um cara que não é todo mundo que tem acesso a ele. A gente quebrou esse gelo, ele fez questão de chegar antes da gente lá na gravação, chegar antes pra conhecer então, nada mais justo do que sentar com ele numa roda e conversar e tomar uma cervejinha então, graças a Deus que deu tudo certo.

Segue link para que escute as músicas do álbum: https://pec.smcdp-aws.net/welcome?key=4FA83717-8C40-9F2F-7506-00537CF2A6AC

Aqui a faixa inédita que já foi lançada:

https://www.youtube.com/watch?v=3BdR_MHNdUA&list=RD3BdR_MHNdUA&start_radio=1

MaisPB