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vítima de câncer

Marqueteiro Duda Mendonça morre em SP

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publicado em 16/08/2021 ás 09h52
atualizado em 16/08/2021 ás 12h25
Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O publicitário Duda Mendonça morreu, aos 77 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital, desde junho. A informação foi confirmada ao G1 Bahia nesta segunda-feira (16) pela família do publicitário.

Em 2010, Duda foi responsável pelas campanhas de Ricardo Coutinho (PSB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), à época em que formaram uma aliança política. Pela aproximação com o governo paraibano, o publicitário chegou a ser indiciado no caso Jampa Digital, que investigou desvio de recursos para a campanha socialista em 2010.

O ex-marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) estava hospitalizado para tratar um câncer no cérebro e fazia quimioterapia. Em junho, ele foi diagnosticado com a Covid-19, teve o quadro de saúde agravado e precisou ser intubado. O corpo de Duda será cremado, e os detalhes sobre o local estão sendo definidos pelos familiares.

Também foi responsável por campanhas do ex-governador José Maranhão, falecido em fevereiro em decorrência da Covid-19, e do deputado federal Damião Feliciano. “Minha amizade com Duda e minha carreira política andaram juntas. Ao conhecer seu trabalho, já em 1997, fui em busca de conhecê-lo. Ele fez minha primeira campanha eleitoral em 1998 e também a do então governador José Maranhão. Desde então ficamos amigos e sempre nos encontrávamos na Bahia. O Brasil perde um gênio da publicidade e do marketing político. Criativo, instintivo, inteligente… A emoção estava sempre presente em tudo que Duda fazia e em como ele vivia. Adeus, meu amigo, sentirei sua falta, de coração pra coração. Que Deus possa confortar o coração de todos os familiares”, disse Damião.

História

José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, o Duda, nasceu em 10 de agosto de 1944, em Salvador. A trajetória profissional de quase 50 anos começou a ganhar forma ainda em 1975, quando Duda criou a agência DM9 Propaganda.

A partir da aproximação com vários políticos, ele também se envolveu em escândalos de corrupção. Em 2005, o nome dele apareceu no Mensalão, onde virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) junto com outras 37 pessoas e foi acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que também apurou o Mensalão, Duda confessou ter recebido R$ 10,5 milhões pela campanha à eleição de Lula, como recurso não contabilizado, o chamado “caixa 2”.Em 2017, o publicitário assinou um acordo de delação premiada relacionado à Lava Jato, que foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF. As revelações foram anexadas à investigação e são mantidas sob sigilo desde então.

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