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MEMBRO DA CPMI DO INSS

Romero vê “desonestidade” na quebra de sigilo bancário de Lulinha

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publicado em 27/02/2026 ás 16h06
atualizado em 27/02/2026 ás 17h15
Deputado federal Romero Rodrigues (Podemos)

O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) se pronunciou, nesta sexta-feira (27), sobre a aprovação da quebra de sigilo bancário de Lulinha, filho do presidente Lula (PT), pela CPMI do INSS. Para o parlamentar, a medida foi aprovada por meio de “manobras desleais, distorção dos fatos e narrativas contaminadas pela desonestidade política”.

Romero votou contra a quebra de sigilo bancário do filho do presidente e frisou que, como a medida foi aprovada em conjunto com outros requerimentos, não direcionou sua posição a nenhum dos citados pelos membros da comissão. E ainda, destacou que defende investigações sérias, mas “sem uso político ou espetacularização oportunista”.

“Reafirmo que nunca votei para proteger quem quer que seja. Defendo investigações sérias, técnicas e responsáveis, sem uso político ou espetacularização oportunista. É importante lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia, àquela altura, determinado providências relacionadas ao processo, o que demonstra que nesse caso as instituições estavam cumprindo seu papel”, disse em nota.

Nessa quinta-feira (26), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.

Os paraibanos Damião Feliciano (União) e Romero Rodrigues (Podemos), titulares do colegiado, foram contrários ao requerimento. Eles se uniram a parlamentares do governo.

Após a votação, houve confusão e empurra-empurra durante a sessão. Governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar, quando houve o tumulto. Alguns parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados.

Leia a nota de Romero na íntegra

A votação ocorrida na CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, no Congresso Nacional, foi pródiga em manobras desleais, distorção dos fatos e narrativas contaminadas pela desonestidade política.

Em pauta na comissão a votação de um conjunto de 87 requerimentos deliberados em bloco e não especifico e nominal, conforme estabelece o rito da comissão. Meu voto não foi direcionado a qualquer pessoa em particular, mas ao pacote integral submetido à apreciação.

Reafirmo que nunca votei para proteger quem quer que seja. Defendo investigações sérias, técnicas e responsáveis, sem uso político ou espetacularização oportunista. É importante lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia, àquela altura, determinado providências relacionadas ao processo, o que demonstra que nesse caso as instituições estavam cumprindo seu papel.

Meu compromisso é com a responsabilidade institucional, com o devido processo legal e com a proteção do interesse público. Não faço política de torcida organizada, que faz da polarização um instrumento para a maldade e disseminação da discórdia.

Seguirei sendo coerente com meus princípios, defendendo investigações quando necessárias, sempre com equilíbrio, respeito à lei e responsabilidade.

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