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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não gostou ao ser indagado por jornalistas sobre a vacina indiana Covaxin e decidiu abandonar uma entrevista nesta quarta-feira (23). Queiroga falava com os jornalistas após cerimônia de lançamento de um fórum sobre proteção de fronteiras.
Investigado pela CPI da Covid do Senado, o ministro paraibano foi questionado sobre o que faria em relação à vacina indiana Covaxin. À Folha o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que alertou Bolsonaro sobre indícios de irregularidade na negociação do Ministério da Saúde para a compra do imunizante.
Queiroga disse que o governo não comprou nenhuma dose do imunizante. “Todas as vacinas que têm registro definitivo da Anvisa ou emergencial, o Ministério considera para aquisições. Então, esperamos este tipo de posicionamento para tomar uma posição acerca não só dessa vacina, mas de qualquer outra vacina que obtenha registro emergencial ou definitivo da Anvisa porque já temos hoje um número de doses de vacina contratados acima de 630 milhões”, afirmou.
Ao ser questionado se o governo federal compraria a vacina mesmo com preço mais alto que os demais imunizantes. Foi neste momento em que o ministro se irritou. “Eu falei em que idioma? Eu falei em português. Então, não foi comprado uma dose sequer da vacina Covaxin nem da Suptinik”, disse o ministro.
Os repórteres explicaram que a pergunta se referia a uma intenção futura. Queiroga disse que “futuro é futuro” e deixou a entrevista sem responder a outras indagações.
A compra da vacina pelo governo Jair Bolsonaro entrou na mira do MPF (Ministério Público Federal) e da CPI da Covid, no Senado.
MaisPB com informações da Folha de S. Paulo
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