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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

“Homem” ou “moleque”?!…

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publicado em 01/04/2020 às 11h56
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A palavra “homem” está aqui colocada não no sentido de gênero, e, sim, como “ser humano” (homem ou mulher) que age com caráter, seriedade e responsabilidade. Quanto ao termo “moleque”, também se apercebe que aqui é expresso não quanto à criancice ou ser pessoa de bom humor ou engraçada, e, sim, como quem se comporta com má intenção, agindo, portanto, na contramão do bom senso e da civilidade.

Levanto esta reflexão porque – suspendendo uma série de artigos sob o título “Se eu fosse prefeito” e que agora  seria o VIII –  precisei parar e avaliar em qual desses perfis (homem x moleque) enquadra-se meu atual comportamento diante deste momento da pandemia do coronavírus, que me instigou muitas preocupações e até medo pessoal em “estar por aí”, optando, portanto, pelo isolamento social e me enquadrando à orientação advinda da OMS e do Ministério da Saúde.

No entanto, quando ligo a TV e vejo/ouço o Presidente da República declarando que cada brasileiro deve agir como “homem” e não como “moleque”, posicionando-se contrário ao isolamento social, flecha-me um questionamento: estou sendo homem ou moleque?!… E vem um complemento interrogativo: esta minha opção pelo isolamento social, tanto como preocupação, respeito às outras pessoas e por medo pessoal, isto é molecagem?!…

Devo dizer, em conclusão, que no segundo turno da eleição de 2018 votei pelo atual Presidente da República. No primeiro turno minha opção fora em um dos que já tinha experiência de Governador de Estado. E naquele tempo minha avaliação era a de que votar em Haddad significava votar em Lula, que me decepcionara. Apostei, naquele segundo turno, que o melhor “cara pálida” seria Bolsonaro na esperança de que juntaria suas boas intenções a um esforço de aprendizagem sobre as exigências protocolares atinentes a um Presidente da República, principalmente como conciliador da nação. Não tem sido assim. Mas, a esperança ressurgiu com o novo pronunciamento do Presidente da República transmitido na noite da terça feira (31 de março), pronunciamento este bem mais contido e buscando conciliação nacional em face do momento atual e que, conforme o noticiário, foi sugerido pelos ministros militares do Governo.

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