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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Ciro e estagiários na presidência

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publicado em 16/10/2019 às 12h33

Recentemente escrevi e publiquei artigo dizendo que “pior do que a desumildade é a arrogância”. Referia-me ao que o próprio Neymar, o mais renomado futebolista brasileiro da atualidade, dissera sobre ele mesmo ao declarar ser normal que um jogador em seu nível, “que carrega o time nas costas”, tenha tratamento diferenciado por parte dos dirigentes da respectiva equipe.A propósito, recebi mensagem de parabéns do jornalista Eudes Toscano dizendo, ao ler esse meu artigo, lembrou-sedo “ditador africano Idi Amin Dada que colocou uma coroa de Rei em sua própria cabeça”.

Nesse mesmo perfil de Neymar incluo, com a licença de seus milhões de partidários, o ex-prefeito de Fortaleza, ex-governador do Ceará, ex-ministro de algumas Pastas e ex-candidato a Presidente da República, Ciro Gomes. E, de mesmo modo que admiro o talento futebolístico de Neymar, mas sem por ele nutrir qualquer simpatia desde quando, em 2010, muito xingou o técnico de seu próprio então clube (o Santos), em relação a Ciro Gomes tenho posicionamento semelhante: acho-o um gestor competente e de êxitos alcançados, mas de arrogância que não aceito. Certa vez, aqui em João Pessoa, no Hotel Tambaú, em palestra que ele – Ciro – proferia, foi tão arrogante que, ao meio dessa palestra, cerca de 20/30 pessoas retiraram-se do auditório. Fato semelhante já assistira em Brasília, quando eu ainda integrava o Conselho Federal de Administração na condição de seu diretor institucional.

No entanto, não se pode dizer que todas as arrogâncias ou grossuras deixem de ter um conteúdo correto, como, por exemplo, nessa sua declaração, recente (declaração de Ciro Gomes), de que “chega de estagiários na presidência”, aludindo-se à possível candidatura de Luciano Huckà Presidência da República e também a algum(a) ex-presidente. Nesse aspecto alio-me a Ciro porque, para que um candidato a presidente tenha meu voto, logo questiono: já foi governador?!… E se é pra votar pra governador, o questionamentoque faço é o seguinte: já foi prefeito?!… Entendo que a experiência anterior não só muito contribui para o exercício do novo cargo pretendido, mas, também, essa experiência anterior funciona como uma “vitrine” a ser observada e avaliada pelos eleitores, facilitando, portanto, na escolha dos candidatos.

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