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No Iraque

Bebê sobrevive a ataque químico e reencontra mãe 27 anos depois

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publicado em 13/11/2015 às 13h18
atualizado em 13/11/2015 às 13h24
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Em 1988, o então líder iraquiano Saddam Hussein lançou um ataque químico contra o próprio país na cidade curda de Halabja, onde aviões despejaram uma mistura de gás mostarda e gás sarin (que afeta o sistema nervoso) contra uma comunidade curda rebelde.

Milhares de pessoas morreram e, no caos que instalou após o ataque, muitas famílias se separaram.

Maryam Barootchian era um bebê na época. Acabou sendo criada no vizinho Irã, mas voltou recentemente ao Iraque para tentar reencontrar familiares sobreviventes.

E conseguiu encontrar seus parentes em um programa de televisão, diante de uma audiência de milhões de pessoas.

Barootchian havia sido retirada da cidade por soldados iranianos e levada até Teerã de helicóptero. A bebê acabou sendo separada da mãe, que teve problemas de visão devido ao ataque químico. Mas ela só descobriu tudo isso muitos anos depois.

No Irã, Barootchian foi adotada por uma família que havia perdido a filha de 14 anos para a leucemia e criada na cidade de Sari, perto do Mar Cáspio.

“Um dia ligaram do (Departamento de) Bem-Estar Social e disseram que crianças estavam chegando da zona de guerra. ‘Venha pegar uma'”, contou Fatemeh, a mãe adotiva de Barootchian.

Foi ela quem escolheu o nome Maryam, o mesmo da filha que havia morrido.

“Eu precisava deste nome, queria trazer a memória dela de volta”, disse Fatemeh. Ela conta que a primeira noite em que a bebê dormiu em seus braços foi como se “Maryam estivesse de volta, viva de novo”.

BBC BRASIL.com

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