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Rainha dos estudantes

Histórias de quem escolheu Campina Grande para estudar

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publicado em 11/10/2017 às 12h21
atualizado em 11/10/2017 às 19h24

O município de Campina Grande completa 153 anos de emancipação política, nesta quarta-feira (11), com muitas histórias para contar. Um exemplo são os estudantes que chegaram na cidade com o objetivo de ingressar em um curso superior de qualidade.

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) foram os destinos escolhidos por estes jovens. Dentre os motivos citados, estão o reconhecimento nacional e internacional mantido pelas instituições, em especial nas áreas de ciência e tecnologia.

Assim, em mais uma reportagem comemorativa do aniversário da Rainha da Borborema, o Portal MaisPB entrevistou alguns destes estudantes e relatou suas impressões sobre esta experiência.

Uma cidade cheia de vínculos afetuosos”, elogia Camila Dantas.

A estudante de medicina, Camila Dantas, relata que a receptividade dos campinenses a tornou parte da cidade, na qual ela classifica como o “seu lar”

“Além de moradia, é o meu lugar permeado por vínculos afetuosos”, declarou.

“Seja no Hospital Universitário, no Parque da Criança, no açude, nas padarias, ou nos diversos locais públicos, o sentimento é o mesmo: são as extensões de minha casa, de minha família”, completa.

Atualmente no décimo período, a estudante não dispensa as boas conversas nos cafés à beira do açude, principalmente em noites frias, sua grande paixão.

Em 2013, decidiu que iria cursar medicina em uma instituição pública. No entanto, dentre as universidades disponíveis, ela viu que a UFCG seria o lugar onde ela iria vivenciar este sonho. Ela acredita que o lugar apresenta um grande diferencial.

“O curso de Medicina tem excelentes profissionais, reconhecidos nacional e internacionalmente, os quais, em sua maioria, são extremamente dedicados ao ensino”, argumentou.

Campina Grande trouxe para a jovem mais um presente: seu namorado, o também futuro médico Ítalo Emmanuel, que ela conheceu quando foi estudar no município.

“Desejo, nestes 153 anos, prosperidade para esta terra, mãe de tantos que aqui nasceram e, de coração acolhedor, para os outros tantos que nela buscam seus sonhos. Comigo levarei, para sempre, todas as doces lembranças vividas aqui e, de quebra, para jamais esquecer dos bons frutos com que esta cidade me presenteou, o amor de um campinense”, concluiu Camila.

“O São João de Campina é um presente lotado de momentos inesquecíveis”, afirma Lucas Brasil

Sair da Capital federal não foi uma missão fácil para o estudante de arte e mídias da UFCG, Lucas Brasil. Para ele, Campina Grande é reconhecida em Brasília como um destaque na área de tecnologia, acrescentando que a cidade é dona de um “clima agradável”.

Hoje no 8º período, o rapaz aponta o São João da Rainha da Borborema como uma das melhores lembranças que ele guarda na memória. Lucas define o evento como um “presente lotado de momentos inesquecíveis”.

“O povo de Campina por si é bem festeiro. Não é qualquer cidade que tem 30 dias de festa com atrações de grande porte. Eu tatuaria fácil algo sobre o evento. É uma cidade bastante cultural e isso encanta demais!”, declarou.

O reconhecimento e o destaque da universidade permearam sua escolha pela instituição de ensino. “Além de uma boa localidade, aqui tem recursos onde posso aprender bem”, pontuou.

Lucas afirma que a cidade e seu povo o receberam como um filho. “Sua cultura e seus costumes contagiam e me fazem sentir em casa”, elogiou.

“Apesar dos meus planos futuros, aqui será sempre minha casa. O Brasil é pequeno pro potencial que temos aqui. Avante Borborema! Parabéns!”, comemora o estudante.

“É uma cidade do interior que cresceu quase como uma Capital”, observa Yara Patriota

Para a aluna de arquitetura e urbanismo da UFCG, Yara Patriota “Campina Grande é uma cidade de interior que cresceu quase como uma capital”. Ela aponta a instituição como um local acessível e com cursos “cinco estrelas”.

Yara nasceu na cidade pernambucana de Itapetim e já possuía um irmão estudando na Universidade Estadual da Paraíba, quando decidiu mudar de local. A jovem define Campina Grande como um lugar “a frente do seu tempo”.

“Parabéns Campina Grande por, durante todos esses anos, sempre abraçar a todos e oferecer suporte a tantos. Sendo de verdade uma Rainha, a Rainha da Borborema!”, declarou a futura arquiteta.

Campina Grande: cidade que produz lembranças até em quem mora distante

Mesmo a distância, o fisioterapeuta Túlio Bessa guarda na memória as lembranças de Campina Grande. Há cinco anos, o jovem mora em Dublin, capital da Irlanda.

Nascido em juazeiro do Norte, no estado do Ceará, Túlio mudou-se em 2007 para estudar fisioterapia na UEPB. O rapaz também foi aprovado em Farmácia na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no entanto, optou pela instituição da Rainha da Borborema.

Ele afirma que a primeira coisa que despertou sua atenção era a quantidade de jovens estudantes e o movimento da cidade.

“Eu gostava muito do Açude Velho para caminhar, o parque da Criança e, lógico, o parque do povo. No São João, eu não deixava de freqüentá-lo”, afirmou o fisioterapeuta, formado desde o ano de 2011.

“Deixo um abraço para a Rainha da Borborema, que sempre foi e será a minha segunda casa, com seu povo hospitaleiro, o artesanato, uma cultura rica, além das comidas deliciosas”, conclui o cearense.

Juliana Cavalcanti – MaisPB

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