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Câmara de Cabedelo se posiciona sobre operação contra prefeito Edvaldo Neto

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publicado em 14/04/2026 ás 18h20
Câmara Municipal de Cabedelo

A Câmara Municipal de Cabedelo se manifestou, na tarde desta terça-feira (14), sobre a operação contra o prefeito eleito da cidade, Edvaldo Neto (Avante), e auxiliares da gestão municipal. Em nota, a o Poder Legislativo informou que acompanha o caso e seguirá exercendo os trabalhos legislativos com “responsabilidade, equilíbrio e transparência”.

“A Câmara Municipal de Cabedelo informa que acompanha, com atenção e respeito às instituições, os desdobramentos das recentes decisões judiciais que impactam a administração municipal. (…) A Câmara seguirá exercendo suas atribuições constitucionais com responsabilidade, equilíbrio e transparência, assegurando a continuidade dos trabalhos legislativos e a defesa do interesse coletivo”, escreveu a presidência da Casa.

A Câmara, no entanto, frisou que o momento “requer serenidade, prudência e compromisso com o interesse público”.

“Ressalta-se que todas as ações serão pautadas pelo respeito ao devido processo legal, às decisões judiciais e à preservação da normalidade administrativa do município”, pontuou.

Edvaldo Neto foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (14), durante a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.

Leia nota da Câmara na íntegra

A Câmara Municipal de Cabedelo informa que acompanha, com atenção e respeito às instituições, os desdobramentos das recentes decisões judiciais que impactam a administração municipal.

Neste contexto, o Poder Legislativo reafirma seu compromisso com a estabilidade institucional, a legalidade e a harmonia entre os Poderes, princípios fundamentais para a manutenção da ordem pública e do regular funcionamento do Poder Público.

A Câmara seguirá exercendo suas atribuições constitucionais com responsabilidade, equilíbrio e transparência, assegurando a continuidade dos trabalhos legislativos e a defesa do interesse coletivo.

Ressalta-se que todas as ações serão pautadas pelo respeito ao devido processo legal, às decisões judiciais e à preservação da normalidade administrativa do município.

O momento requer serenidade, prudência e compromisso com o interesse público, valores que norteiam a atuação desta Casa Legislativa.

Cabedelo, 14 abril de 2026.

CÂMARA MUNICIPAL DE CABEDELO

Entenda operação

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (14), durante a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.

Além do prefeito, foram alvos de mandados auxiliares da gestão municipal, o ex-prefeito da cidade, Vitor Hugo, e o secretário de Gestão Governamental de João Pessoa, Rougger Guerra.

Conforme apurado, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo/PB, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões de reais.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual Prefeito de Cabedelo/PB e de outros servidores públicos, com a finalidade de aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do GAECO, e a Controladoria-Geral da União.

“A investigação segue em andamento e os fatos apurados poderão ensejar responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração”, informou a PF.

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