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UFPB sofre corte no orçamento de R$ 14,3 milhões do Governo Federal

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publicado em 29/01/2026 ás 18h56
atualizado em 29/01/2026 ás 20h33
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) informou, nesta quinta-feira (29), que sofreu um novo corte orçamentário do Governo Federal no valor de R$ 14,3 milhões. A Reitoria citou que a redução da verba impacta diretamente no funcionamento da instituição.

“Esse corte reduziu recursos essenciais destinados à manutenção, custeio de bolsas e auxílios, afetando despesas básicas indispensáveis ao funcionamento das atividades acadêmicas nos campi. Na prática, isso significa menos recursos para ações fundamentais, como manutenção de prédios, salas de aula e laboratórios, funcionamento de bibliotecas, sistemas, atividades acadêmicas e ações de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão”, diz a universidade em nota.

O Governo Federal efetivou o corte orçamentário em contexto nacional. No entanto, até agora, a UFPB foi a única universidade a ter o orçamento reduzido, o que resultou na perda real da receita da instituição.

“A situação é ainda mais preocupante porque a UFPB atende o maior número absoluto de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica do país. A redução de recursos compromete diretamente a assistência estudantil, política fundamental para a permanência dos estudantes, ampliando os riscos de evasão e prejudicando o desempenho acadêmico, especialmente daqueles que mais dependem da Universidade pública”, lembra a UFPB.

A Reitoria esclareceu que já adotou as providências cabíveis, solicitando explicações aos órgãos competentes e cobrando a recomposição do valor (R$14,3 milhões) retirado do orçamento da universidade.

Leia a nota da UFPB na íntegra

A UFPB informa à sua comunidade acadêmica e à sociedade paraibana que sofreu novo corte orçamentário, já efetivado no final de janeiro de 2026, no valor de R$ 14,3 milhões, impactando diretamente o funcionamento da instituição ao longo do ano.

Esse corte reduziu recursos essenciais destinados à manutenção, custeio de bolsas e auxílios, afetando despesas básicas indispensáveis ao funcionamento das atividades acadêmicas nos campi. Na prática, isso significa menos recursos para ações fundamentais, como manutenção de prédios, salas de aula e laboratórios, funcionamento de bibliotecas, sistemas, atividades acadêmicas e ações de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão.

É importante destacar que, embora o bloqueio orçamentário tenha ocorrido em um contexto nacional, a UFPB foi a única universidade federal do país a ter o orçamento efetivamente reduzido, com cancelamento concreto de recursos já previstos para o exercício de 2026. Ou seja, no caso da UFPB, o impacto não foi apenas contábil ou preventivo, mas resultou em perda real de orçamento.

A situação é ainda mais preocupante porque a UFPB atende o maior número absoluto de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica do país. A redução de recursos compromete diretamente a assistência estudantil, política fundamental para a permanência dos estudantes, ampliando os riscos de evasão e prejudicando o desempenho acadêmico, especialmente daqueles que mais dependem da Universidade pública.

Este novo corte ocorre após sucessivas reduções orçamentárias enfrentadas nos últimos anos e dificulta o planejamento institucional, impondo restrições severas à execução de ações essenciais ao longo de 2026.

A Reitoria da UFPB já adotou todas as providências institucionais cabíveis, solicitando esclarecimentos formais aos órgãos competentes e reivindicando a recomposição integral dos R$ 14,3 milhões retirados do orçamento da Universidade, por compreender que a UFPB não pode arcar sozinha com os impactos de sucessivos cortes.

A UFPB reafirma seu compromisso com a educação pública, gratuita e de qualidade, com a inclusão social e com o desenvolvimento da Paraíba e do Brasil. Ao mesmo tempo, alerta que a continuidade de cortes orçamentários compromete o funcionamento da Universidade, fragiliza políticas públicas essenciais e ameaça o direito à educação de milhares de estudantes.

A comunidade acadêmica será mantida informada sobre os desdobramentos dessa situação.

MaisPB