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Cursei o ensino médio, que na época chamava-se científico, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, para nós, Colégio das Lourdinas. Ingressei no Colégio no ano de 1961. Havia dois cursos de 2º Grau, o Curso Científico, para quem ia seguir ciências exatas ou da saúde, e o Clássico, para quem fosse cursar línguas neolatinas, administração ou Curso jurídico. Em algumas ocasiões as duas turmas se uniam quando eram ministradas disciplinas básicas comuns a ambos os cursos.
A minha turma constituía-se de 38 colegas que conseguiram concluir o colegial no ano de 1963. Comemoramos, em 2023, os 60 anos de formatura, tendo participado apenas 13 colegas, porque muitas já partiram para o etéreo e outras moram em outros estados e na Europa e não puderam comparecer.
Fiz este preâmbulo para situar minha relação com a colega e amiga Valmira Maria Cartaxo Queiroga Lopes. Durante a convivência que mantivemos na época de colégio surgiu entre nós uma amizade fraterna, de modo que nos momentos de laser estávamos sempre juntas, conversando em companhia das outras colegas que faziam parte de nosso bloco. Ao me dispor escrever esta crônica e relembrando o passado deparo-me com um fato que marcou essa amizade. Mamãe gostava de criar cachorro e foi presenteada com um casal de pequenez, ela relutou em ficar com o casal. Preferiu o macho e falou-me que iria dar a fêmea. Eu falando no Colégio para Valmira, ela disse que queria a cachorra. Veio buscá-la em minha casa com o noivo, Toni, foi quando o conheci. Cuquita acompanhou o casal por muito tempo. Hoje, após tantos anos, refere-se ao fato: ” Aquela amiga querida do Colégio das Lourdinas que me deu uma cachorrinha que eu amava, Cuquita, falou-me que ia escrever uma crônica contando algumas passagens da minha vida”. Aqui estou eu.

Valmira, herdou o nome de sua mãe. Nasceu no ano de 1944 de um parto muito trabalhoso e difícil, realizado pelo Dr. Deodato Cartaxo, médico da cidade de Cajazeiras, do sertão da Paraíba, no dia 13 de fevereiro. Filha do Juiz Antônio do Couto Cartaxo e de Valmira Queiroga Cavalcanti Cartaxo, teve mais três irmãos Marilene Sá, Maria do Socorro (in memoriam) e Océlio Cartaxo. A família, religiosa praticante, seguiu os valores e preceitos religiosos cristãos da igreja católica. Aos doze anos foi morar em Campina Grande acompanhando os pais. Seu pai, magistrado, foi transferido para aquela comarca. Um ano depois foi removido para João Pessoa. Aqui Valmira estudou o primário na Escola de Dona Tércia Bonavides, na rua das Trincheiras, onde se preparou para fazer o exame de Admissão no Colégio das Neves, aí cursou só o 1º Ano do 1º grau, quando se transferiu para o Colégio das Lourdinas cursando o 1º e 2º graus.
Viveu sua infância como toda criança do seu tempo. Fazia e construía suas brincadeiras, esconde-esconde, academia, jogos de mesa entre outros. Não existia a tecnologia de hoje, mas em compensação eram mais criativas. Expressou que gostava de rezar, de divertir-se, passear, fazer amizades. Ir com as amigas ao Cine Rex, aos sábados, na matinê de 14,30. Ao término, iam a Sorveteria Tropical, que ficava na rua Duque de Caxias. Caminhavam ao lado do Paraíba Palace Hotel, ela e as amigas iam à Lagoa do Parque Solon de Lucena desfilarem, andando de um lado para outro caminhando até defronte ao Cassino da Lagoa. Estavam lá os paqueras, daí surgiam os flertes e namoros. A Lagoa aos sábados e domingos à tarde constituía-se no point de encontro das moças e rapazes da época. Eram outros tempos, onde se podia andar com segurança e esse passeio ia até o final da tarde, quando retornavam à casa.
É uma recordação que está sempre presente no seu pensamento. As Missas dos Domingos com a família usando vestidos bordados com bicos e um grande laço nos cabelos. Lembra os seus 15 anos, festejado com a família e as amigas mais próximas, a Festa de Debutantes usando um vestido criação de Marcílio Campos, um notável costureiro estilista, residente em Recife, que costumava vestir a sociedade paraibana e pernambucana. Rememora, com saudade, o Colégio das Lourdinas visualizando suas salas amplas e corredores compridos cheios de alunas alegres e felizes na concretização de seus sonhos. Valmira fala sobre suas lembranças com relação ao sentimento e a dedicação dos Professores e das Irmãs para com suas alunas numa sadia convivência.
Conheci Valmira no ano de 1961, justo quando ingressei no Curso Científico do Colégio das Lourdinas. Nesse ambiente de Colégio, tínhamos e formávamos amizade com todas as colegas, mas existiam aquelas a quem nos aproximávamos mais, aí surgia uma amizade fraterna entre nós, que eram Valmira, Vera Henriques, Clélia Lúcia Lemos, Carmen Novais (in memoriam) Olívia Teixeira e eu. Sempre no recreio estávamos a conversar sobre a nossa vida, os flertes, paqueras e os primeiros acordes do coração, os projetos para o futuro, o que gostaríamos e desejaríamos fazer após concluir o curso. Cada uma dizia como prosseguir, Valmira pensava seguir medicina, enfim os sonhos eram expostos e brotavam de nossas mentes jovens cheias de esperança, com perspectivas de realizações.
Concluído o curso em 1963 cada uma seguiu seu destino. Observo que todas as colegas se realizaram na vida e tornaram-se mulheres destacadas. Formaram-se na área da especialidade escolhida, casaram e constituíram família. Valmira concluiu o curso e já nessa época namorava seu primo Antônio Queiroga Lopes (Toni) e como ela diz: “ surgiu um lindo primo médico montado em um cavalo branco que me carregou “. Seu primo recém-chegado de Salvador, graduado em medicina pela UFBA, e pós-graduado em Clínica Geral e especialista em Cardiologia. Valmira diz: “Parece que estou vendo Toni chegar de viagem com suas calças arregaçadas até os joelhos e o semblante cansado devido a longa viagem. Logo que meus olhos tocaram os dele senti meu coração palpitar forte. Fazia muito tempo que não o via. E percebi, também, que ele correspondeu. Achei-o muito bonito e atraente”. Toni veio para ser médico clínico do Hospital Laureano e assumir uma cadeira de professor na Universidade Federal da Paraíba.
Toni começou a frequentar a casa de Valmira, pois ele nutria afeição por sua mãe e também ela o tinha como sobrinho querido. Começou a aparecer em sua casa com frequência nos finais da tarde para jantar. E Valmira começou a estar em casa e não sair, ficando ansiosa, a espera de vê-lo. Falou-me: “senti que o amor estava chegando em meu coração quando os meus olhos tocavam os dele. ” Era o flerte, a primeira linguagem silenciosa dos amantes e só quem amou de verdade sabe quão importante é esta comunicação e tão forte o sentimento que ela expressa. O flerte prolongou-se por alguns dias. Quando se encontravam nas idas, debaixo daquelas mangueiras da Avenida Maximiano Figueiredo, ela para o colégio e ele para o Hospital Santa Isabel, onde dava plantão. O amor foi sendo alimentado com aqueles pequenos encontros que deixavam Valmira esperançosa de um dia tê-lo como namorado, pois estava apaixonada e sabia que havia deixado uma noiva em Salvador. Com o passar do tempo foi aprofundando-se o amor entre eles e provocando o desinteresse de Toni em continuar com a moça baiana. Não deu outra, encerrou o relacionamento e no carnaval de 1964, no Esporte Clube Cabo Branco iniciaram o namoro. Diz ela: “Uma noite maravilhosa, apesar de Toni não gostar de festa, nos divertimos bastante, senti que o Cupido havia nos acertado”. Então aqueles sonhos de ser médica caíram por terra e ressurgiam outros mais importantes que fizeram desprezar os antigos.
O namoro, foi comunicado à família. Valmira sabia que seria bem acolhido por todos. Sua mãe, dirigindo-se a ela, disse: “ Toni é uma pessoa maravilhosa e eu não podia querer alguém melhor para você. Acrescentou: você é muito nova, sabe que Toni não gosta de festas, você é festeira, além de uma diferença de 12 anos entre vocês”. Valmira contestou imediatamente dizendo: “Ele é o homem da minha vida. Não estou preocupada com amigas, festas, passeios e sim em me casar e ser feliz“.
Valmira diz: “Passamos o ano de 1964 felizes nos amando e fazendo planos para o futuro”. O que mais importava naquele momento era preparar-se para o casamento. O tempo urge e com 1 ano do término do colegial, Valmira estava casando-se, em 23 janeiro de 1965, para viver um grande amor, com o seu príncipe encantado. Viveram 46 anos de união em perfeita harmonia conjugal, muito felizes. Dedicou-se inteiramente ao lar e a criação dos filhos. Revelou-se como mãe zelosa, cuidadosa com a educação dos filhos com disciplina. Destacou-se como exímia dona de casa notabilizada por dominar a perfeição desde o layout da decoração da casa a arte culinária. Isto era constatado por quem frequentava sua residência. Tiveram três filhos: Marcelo Antônio, 4 de dezembro de 1965, Marcio, 27 de setembro de 1967 e Marco Antônio, 1 de dezembro de 1969. Relata: “Sinto-me realizada e feliz como esposa e mãe amorosa, foi isso que sempre sonhei”. Constituiu uma família tradicional, construída e alicerçada nos valores cristãos que nortearam a formação dos filhos e toda conduta familiar.
No ano de 1971, diz ela: “Toni realizou um sonho que era comprar uma fazenda e aí foi outro capítulo em minha vida. Chamava-se Fazenda Barrinha, em São José de Campestre-RN. ” A Fazenda tornou-se o ponto de encontro da família e do lazer dos filhos. Naquele ambiente interiorano Valmira foi viver outra realidade, quando despertou a vocação para o trabalho filantrópico, ajudando, com Toni, pessoas humildes e carentes da Fazenda e da cidade. Integraram-se à comunidade e suas lideranças religiosas, autoridades executivas e políticos da cidade. Toda a família participava dos eventos promovidos na localidade, em especial a festa do Padroeiro São José. Assim, foram muitos anos. Com as crianças crescendo, outros interesses foram surgindo e eles foram assumindo seus lugares sociais em suas vidas. Disse ela: “Nossa vida aqui tem um tempo de validade. ” Depois dessa fase, reuniam-se na Fazenda esporadicamente não com a frequência de antigamente.
A vida, para Valmira, corria normalmente quando em 2002 foi tomada de surpresa com problema de saúde de Toni que precisou ir para São Paulo que, segundo ela, Deus operou um milagre e ele ficou completamente curado. Depois desse episódio passaram-se 11 anos de amor intenso quando foi acometido de doença hepática, levando-o a óbito, no dia 11 de fevereiro de 2011. A sua partida deixou Valmira triste, de coração dilacerado, com uma dor lancinante como nunca havia experimentado, parecia que o mundo havia caído. Era real ver o homem com quem viveu 46 anos de intenso amor, comprometidos um com outro, cumplice em tudo que faziam! Ver seu corpo inerte a deixava desolada. Naquele momento, não sabia que rumo tomar. Isto foi a reação primária que veio sobre ela. Porém, apoiada em seus princípios cristãos e por familiares reviveu e procurou dar novo rumo a sua vida, ocupando-se com a filantropia, trabalho voluntário que gosta de fazer e sente prazer em ajudar aos humildes e carentes.
A revelação de Valmira como uma administradora nata teve seu início ainda quando Toni estava vivo. Nos primeiros anos do casamento, seus filhos crianças, viveu inteiramente para o lar. Todavia, com o crescimento deles e estes ganhando a independência, ela pôde acompanhar o esposo apoiando-o em todos os momentos e nas suas iniciativas. Nessa ocasião, pôs em prática seu talento administrativo. Assumiu a Diretoria Administrativa do Hospital Instituto de Pneumologia da Paraíba, conhecido vulgarmente como Hospital 13 de maio, que tinha a direção do seu esposo. Esse nosocômio, de 80 leitos, atendia a pessoas com problemas pulmonares. Nesse cargo, de Diretora Administrativa, que exerceu durante 30 anos, confessa que foi nesse ambiente hospitalar que vivenciou e conheceu o sofrimento das pessoas carentes de bens materiais e fragilizadas sentimentalmente, onde uma palavra, um gesto, um sorriso, satisfaziam e as tornavam mais felizes. Procurou, na sua atuação, aproximar-se delas tentando diminuir a problemática do sofrimento, contando com o apoio do seu marido. Identificava que necessitavam de assistência humanizada e ela procurava aliar a função executiva a da assistente social afim de atender a demanda.
Com essa vontade de querer servir e ser útil ao próximo, Valmira decidiu dedicar-se ao trabalho voluntário de maneira a despojar-se e desprender-se para assistir e se comprometer com a causa que resolveu abraçar ficando inteiramente a disposição para exercê-la. Atuou em várias instituições de saúde: No Pronto Socorro Cardiológico (Prontocor), trabalhou como assessora da Administração, cuja função seria facilitar os internamentos, providenciar e satisfazer alguma demanda do sujeito a ser internado, acompanhar a assistência dada pelo hospital ao paciente, estabelecer contatos com os familiares dos pacientes, tranquilizando-os, facilitando e disciplinando a visita e a comunicação entre o hospitalizado e seus familiares.
Militando na área da filantropia, procurou seguir o lema: “Tudo por Jesus é pouco”, da Beata Savina Petrilli fundadora das Irmãs pobres de Santa Catarina de Sena. Valmira, exerce trabalho voluntário notório e reconhecido de relevância no Lar da Providência Carneiro da Cunha, há 50 anos, instituição que cuida de pessoas idosas há 114 anos, criada em 1912. Ela, além de assistir aos idosos que lá estão, influencia, organiza e coordena campanhas, quermesses, rifas, e eventos que visam angariar fundos para manutenção da instituição. O lar da Providência recebe as freiras da congregação que já tenham 70 anos, onde encontram seu repouso na velhice nesta instituição. Existem na instituição 29 irmãs, sendo 10 acamadas, uma noviça, algumas delas fazem parte do corpo administrativo. Há 60 idosos residindo no Lar e 95 funcionárias cuidadoras que também auxiliam em serviços diversos. Ainda conta com 80 pessoas voluntárias e com amigos benfeitores que, eventualmente, quando há necessidade, ajudam.
Além dos encargos já citados, Valmira, como católica praticante, sentiu obrigação de servir ao Senhor de forma mais concreta, formou-se Ministra da Sagrada Comunhão, função que entende ser uma missão dada por Deus e que resolveu assumir em sua plenitude com muita dedicação comprometimento e amor. Esta função já exerce por 16 anos, sendo 6 anos na Paróquia Sant’Anna e São Joaquim e 10 anos na Paróquia São Pedro Pescador, em Manaíra, somando a esse desempenho o exercício de desenvolver e coordenar a Liturgia do Altar.
Valmira quando perdeu seu grande amor em 11 de fevereiro de 2011, assim confessou; “ No momento que me sentia muito infeliz, pois o Senhor tinha levado o meu único e grande amor há 30 dias, quando celebramos a missa de 30º dia o nosso Deus não dorme e havia preparado um caminho para mim, na Missa estava sentada na primeira fila quando na hora de distribuir a Eucaristia o Padre Paulo Roberto, que era o Pároco da Sant’Anna e São Joaquim, me chamou para distribuir a Eucaristia à minha família. Fiquei surpresa, as pernas começaram a tremer de emoção porque senti que o Senhor estava comigo e me queria ao seu lado porque me achou digna de ser Ministra da Sagrada Comunhão, função que exerço até hoje na Paróquia São Pedro Pescador. Uma certeza eu tenho, Deus nunca nos abandona e sempre dá o que merecemos. A saudade sempre anda comigo, acostumei com sua ausência, mas nunca o esqueci. ” Acrescenta que a felicidade a acompanha através de sua família estruturada e que tanto a ama, constituída de 3 filhos, 8 netos e uma Bisneta. Expressa: “ Presto gratidão a Deus por tudo que sou e tenho. E digo: Senhor sou tua serva, usa-me. ”
Como se constata, Valmira exerceu sua vida ao lado de seu esposo. Com amor, dedicação e profissionalismo, não sentiu falta de um diploma porque possuía a natureza nata administrativa que a fez partícipe como administradora eficiente em todos empreendimentos do seu esposo. Hoje encontra-se viúva, mas para ela não há espaço vazio, tem seu tempo ocupadíssimo, com atividades filantrópicas e sente-se feliz em ajudar aos mais necessitados. Valmira nesse último ano de 2025 recebeu uma homenagem do jornalista Abelardo Jurema Filho, que reconhece pessoas que trabalham nas diversas áreas da cultura, artes e letras, música, política, economia e negócios. Destacou Valmira como personalidade de notório reconhecimento pelo trabalho filantrópico desenvolvido com ações voltadas à população carente.
Hoje, Valmira, colhe os frutos que plantou em sua vida profissional e pessoal, a família bem estruturada, os filhos todos muitos bem sucedidos dando com seu trabalho e com a posição que exerce na sociedade grande contribuição à Paraíba e ao Brasil como seu Filho Marcelo Queiroga que foi Ministro da Saúde do Brasil e executou excelente administração, o filho Marcio, que exerce a profissão de médico atuando na área da cardiologia clínica atendendo com eficiência a sua clientela, o Marco Antônio, que é advogado e já exerceu dois mandatos de vereador da Cidade de João Pessoa, notabilizou-se pelo respeito da sociedade paraibana a demonstração da seriedade com que se portou durante o tempo que esteve no mandato, como político, transparecendo o compromisso com o eleitor e a postura de probidade administrativa. Valmira afirma: que a sua maior missão que recebeu de Deus foi ter sido mãe, avó e bisavó. Hoje, com 81 anos sente-se realizada pelo tempo que viveu e por tudo que construiu ainda vai viver, carrega o otimismo como marca peculiar, nunca desanima, mesmo enfrentando as vicissitudes da vida. Neste ano de 2026 completa 50 anos como Voluntária do Lar Da Providência Carneiro da Cunha, Instituição que tem todo o carinho e dedicação com as pessoas idosas que lá são recebidas com amor e atenção.Com o lema “Cuidando de quem cuidou “. Portanto, encontra-se em plena atividade, participando das reuniões sociais e dando sua contribuição à sociedade paraibana. Valmira, por tudo que demonstrou e realizou converte-se: Em um exemplo de mulher!
Profª. Emérita da UFPB e membro da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba (AFLAP
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"PRÓXIMOS DIAS" - 23/01/2026