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Francisco Leite Duarte é advogado tributarista, auditor-fiscal da Receita Federal (aposentado), professor de Direito Tributário e Administrativo na Universidade Estadual da Paraíba, doutor em direitos humanos e desenvolvimento. Na Literatura, publicou os romances “A vovó é louca” e “O Pequeno Davi”, uma coletânea de contos chamada “Crimes de agosto”, um livro de memórias (“Os longos olhos da espera”), e dois livros de crônicas.

A vovó, Francisco Xavier e eu

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publicado em 09/01/2026 ás 07h49
atualizado em 09/01/2026 ás 07h59

Se a gente ainda se emociona, há vida. Pois, o Francisco Carvalho Xavier, com esse depoimento sobre o nosso livro “A vovó é louca”, deixou-me todo ancho, cheio de pernas, como se diz “lá em nós”.

Lá em nós” é coisa absolutamente nossa. Sertanejo da gema conhece a expressão de cor e salteado. Ah, quem é do sertão da Paraíba sabe muito bem o que significa “lá em nós”, “lá de nós”: Rubacão, munganga, mocotó, tibungos, cangote, marmota, moído, alpercata, pamonha, latomia…És sertanejo, Francisco?

Mas voltemos ao elogio feito pelo Francisco ao nosso livro. Diz ai, Francisco Xavier:

Terminei de ler A Vovó é Louca. Gente, surpreendente! É um livro para ser lido de um fôlego só, de tão gostoso e divertido. Nunca imaginei que Chico tivesse tamanha capacidade literária e poética. O autor esbanja criatividade e domínio da linguagem, demonstrando uma sensibilidade que se expressa por meio de uma escrita poética, crítica e filosófica, com a qual constrói personagens e diálogos envolventes.

É coisa de quem veio ao mundo, sentiu, viveu e sabe traduzir tudo isso em palavras. Eu conhecia o Chico servidor público e excelente professor, mas, como escritor, ele supera todas as suas outras versões. Se foi servidor público e professor, isso foi fruto de planejamento, de escolhas e das necessidades que a vida impõe; já ser escritor é expressão de sua natureza mais pura.

Fico feliz por ele, o que me remete à frase icônica do filme Toy Story: “Ao infinito e além!”. O livro poderia muito bem ser adaptado para uma peça de teatro ou para o cinema. Cairia como uma luva se interpretado por atores como Selton Mello, Virgínia Cavendish, Matheus Nachtergaele, Denise Fraga, Marco Nanini, entre outros. Fica aqui a sugestão”.

Se a vovó não estivesse dando uns cangapés carpados nas águas mornas e alvoroçadas de Tambaba com Seu Nunum, eu iria pedir a ela para convidar o Xavier para uma prosa animada, na calçadinha da orla de Cabo branco.

Eu juro que, ao final, ela ainda faria uma canja de galinha somente para você. Escolha o local, Francisco. Escolha. Você toma rabo de galo? Vovó adora!

Ah, obrigadão, Francisco.

@professorchicoleite

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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