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Estradas brasileiras voltam a melhorar de qualidade, indica pesquisa da CNT

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publicado em 16/10/2014 ás 15h36

 Após três anos de queda, o ranking da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) de qualidade das estradas pavimentadas apresentou melhora neste ano em relação a 2013.

O ranking é realizado há 18 anos e em 2014 mostrou que 37,2% das estradas brasileiras analisadas estão em estado ótimo ou bom. Já as regulares alcançam 38,2% e as ruins e péssimas são 23,9%.

No ano passado, esses números estavam em 36,2%, 34,4% e 29,4%, respectivamente. Com a evolução, os números voltam aos níveis de 2012. Foram inspecionados 99 mil km de rodovias, quase metade da malha asfaltadas.

A melhora se deu por causa das rodovias administradas pelos governos federal e estaduais, que tiveram uma evolução de 2013 para 2014. Segundo o trabalho, as estradas públicas consideradas ótimas e boas passaram de 26,7% para 29,3%. As regulares evoluíram de 38,4% para 42,1%. Já as péssimas, caíram de 34,9% para 28,6%.

Segundo Bruno Batista, coordenador da pesquisa, a pequena evolução deste ano não melhora o estado geral das rodovias brasileiras que continuam insuficiente e com muitos problemas por serem antigas. Segundo ele, apenas 12% da malha brasileira é asfaltada, sendo que 87% dela é de pistas simples.

"Ao longo desses últimos anos, não houve um salto qualitativo e nem um grande aumento da construção", disse Batista lembrando que a falta de qualidade das estradas onera em 26% o custo dos transportes para as empresas no Brasil em média, elevando assim o preço dos produtos nacionais.

Folha

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