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Graduado em Jornalismo, Yago Fernandes é um “pitaqueiro” sobre a vida, relações humanas e um apaixonado pela comunicação. É mestre de cerimônias e tem experiência com palestras e oficinas de Oratória. Atualmente, também é assessor de comunicação.

Se não mudarmos nosso interior, 2022 não será diferente em nada 

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publicado em 27/12/2021 às 07h36
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2022 está batendo à porta. Um ano novo está para chegar, será mesmo? Não que eu esteja sendo pessimista, mas não há nada novo debaixo do sol; o que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente, já diz a citação bíblica. 

O calendário – este que temos na parede de casa e no aparelho celular – foi uma invenção humana para estabelecer uma regência, uma bússola a guiar-nos pelos dias que vamos vivendo sobre esta terra. Não existe ano novo, o que existe – ou deveria existir – são ações de ordem pessoal a nos tirar do comodismo e fazer o que tem de ser feito: iniciar o curso desejado; fazer a viagem dos sonhos; abrir uma conta no banco e poupar dinheiro; realizar atividades físicas; e até deixar o fulano de lado, uma vez que a relação acabou. É isso. 

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, já cantava Geraldo Vandré em meados da década de 70. Não precisamos de nada ou esperar por alguém para dar início às propostas de ordem pessoal. Os ociosos esperam, no entanto, que algum deus lhes deem nas mãos o que desejam. Grande estultícia. 

Fico irritado quando vejo anúncios dizendo que o ano vindouro será de “grandes desafios”. Esperem um pouco… desafios – sinônimo de dificuldade – estão a nos perseguir a todo momento, independe se o ano será novo ou não. Mas pessoas de cabeça pequena, não as quero chamar de bobas, acreditam que a sorte existe e que tudo será melhor. 

Outra coisa que me deixa inquieto: “videntes” de todos os tipos armados até os dentes com suas “certezas” (que na verdade são “espertezas”) para enganar gente acanhada mentalmente. Todos os anos é a mesma coisa. Por estes dias começam a aparecer, especialmente na televisão, os videntes, os adivinhos do que vai acontecer na Economia, nos Esportes, na vida dos mais importantes personagens da vida contemporânea, aquela coisa, aquela baboseira em que muitos acreditam. E tomem ladainhas e espertalhões ganhando dinheiro.

O melhor modo de prever o futuro é ser honesto, decente, cumprir a lei, fazer o melhor possível para ser criativo e produtivo no trabalho, ser pessoa, enfim, confiável e… pronto, o futuro poderá ser adivinhado.

Além disso, não adianta, no dia 31 de dezembro, pular sete ondas, comer lentilha – pois ela incha e representa riqueza, fartura –, usar branco ou calcinha amarela… tudo superstição, criação de pessoas com segundas intenções. 

Coragem, foco, fé (em si, só em si mesmo/a) e “mão na massa” são os ingredientes do sucesso. O mais é ater-se a crendices estúpidas, sem resultado algum. 

E aí, prontos/as para mais um novo ciclo? Opa, se a resposta for sim, vamos que vamos. Se a resposta for não, não apoquente-se… você pode idealizar seu desejo, seu sonho a partir de agora. Vamos lá!?

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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