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Ministro diz que UFPB tem “analfabetos funcionais”

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publicado em 26/04/2021 às 17h19
atualizado em 27/04/2021 às 04h51
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Ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante evento na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Foto: Secom/João Pessoa

Em visita à Paraíba nesta segunda-feira (26), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, minimizou o corte orçamentário de R$ 2,1 milhões promovido pelo presidente Jair Bolsonaro na educação superior do Estado e focou em discursos  ideológicos durante um evento na Universidade Federal da Paraíba.

O valor de 2,1 milhões de reais estava previsto no Orçamento de 2021 e contemplaria obras como a construção da Infraestrutura do Instituto Nacional do Semi-Árido (Ciência e Tecnologia) e a Reestruturação e Modernização das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, além assistência ao Estudante de Ensino Superior (Universidade Federal da Paraíba) Tecnológica estão comprometidas.

“A necessidade de guerra nos obrigou a escolher entre a pesquisa e um prato de comida na casa de muitos brasileiros e também a diminuição e paralisação de economia. O governo federal vive de impostos”, minimizou o ministro à imprensa.

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Já durante o evento Aula Magna, que teve como tema “Avanços e Desafios da Educação”, Milton Ribeiro reproduziu discursos alinhados ao do presidente Jair Bolsonaro.

“Não que eu seja contra a este assunto [orientação sexual para criança], respeito a orientação de todos, mas acho que não temos o direito de violar a pureza de uma criança nessa idade de 6 a 10 anos de idade. Se você quer ser homem, você é homem, se você quer ser mulher, é mulher. A natureza disse que ele é homem, mas eles querem que a pessoa pode escolher o que quer. Não pode ser assim. Sou bem radical, podem me chamar de radical”, discursou Milton Ribeiro, que também é pastor.

O ministro falou ainda que os governos anteriores (do PT) construíram um “monte de telhados” (universidades) e disse que a UFPB recebe “analfabetos funcionais”.

“Vocês aqui recebem analfabetos funcionais, que leem, mas não sabem o que estão lendo. Nós precisamos mudar a história do nosso país. Fica aqui o nosso compromisso. Farei o melhor dentro da minha capacidade para melhorar a educação lá na base. Os governos anteriores construíram um monte de telhado por aí. Telhados. A ponta (a universidade). Eu quero começar lá na base para aí sim usar a universidade”.

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