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Maranhão, de aviador a mestre de obras

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publicado em 08/02/2021 às 21h29
atualizado em 09/02/2021 às 08h17
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Paixão pela aviação começou ainda na juventude

Deputado estadual, deputado federal, senador, vice-governador e governador do estado da Paraíba em três ocasiões. Essa é a biografia política do senador José Maranhão (MDB), morto nesta segunda-feira (08) após 71 dias internado em decorrência das complicações do novo coronavírus.

Natural de Araruna, no Brejo do Estado, José Targino Maranhão, conhecido no Brasil por Zé Maranhão, nasceu filho do ex-prefeito Benjamim Gomes Maranhão e Dona Benedita Targino Maranhão.

O parlamentar foi casado com a desembargadora Maria de Fátima Bezerra, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Pai de Alice, Letícia e Léo.

Senador José Maranhão ao lado da desembargadora Fátima Bezerra, do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Carreira política 

Em 1955, aos 22 anos, José Maranhão foi eleito deputado estadual pelo PTB, sendo reeleito por mais dois mandados consecutivos.

Em 1967, já filiado ao MDB, foi eleito novamente para Assembleia Legislativa da Paraíba, ficando no cargo até 1969.

Cassado pela ditadura militar, Maranhão voltou à política como deputado constituinte em 1982 e reeleito 1986 e 1990.

José Maranhão (MDB)

Em 1994, elegeu-se vice-governador na chapa do ex-governador Antônio Mariz. O titular do mandato morreu no primeiro ano de gestão e o emedebista assumiu o comando do Estado.

Em 1998, quando teria a chance de disputar à reeleição, viveu um dos episódios mais marcantes da história da política paraibana.

O líder campinense, Ronaldo Cunha Lima, trabalhava para ser o nome do MDB na disputa interna no partido.

A memorável convenção do então PMDB, que rachou a legenda, acabou indicando Maranhão como candidato, este venceu o pleito com 80% dos votos válidos, praticamente sem concorrente.

História das famílias Maranhão e Cunha Lima foi marcada por alianças e adversidade

Após o episódio, a família Cunha Lima, até pouco tempo aliada, virou adversária. Cássio Cunha Lima e aliados migraram para o PSDB, onde seguem até hoje.

Em 2002, Maranhão renunciou o cargo de governador para disputar uma das vagas no Senado Federal, sendo eleito com mais 831 mil votos.

No Governo do Estado entra em seu lugar o então vice-governador Roberto Paulino, candidato apoiado por Zé, mas derrotado por Cássio Cunha Lima no segundo turno.

José Maranhão, ao lado de Ricardo Coutinho Luciano Cartaxo.

Uma das eleições mais disputadas da história recente da Paraíba, em 2006, teve José Maranhão e Cássio Cunha Lima como protagonistas. O tucano derrotou o emedebista.

Cássio, porém, não conseguiu concluir o mandato. Ele foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com a saída de Cunha Lima do Palácio da Redenção, Maranhão – o segundo colocado na disputa – volta pela terceira vez ao cargo de governador do Estado da Paraíba.

Na reeleição do que seria seu quarto mandato no governo, Zé foi derrotado em 2010 pelo ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), que se aliou a Cássio Cunha Lima (PSDB). Coutinho teve, no segundo turno, 53,70% dos votos válidos contra 46,30% de Maranhão.

José Maranhão (MDB) disputou o cargo de governador da Paraíba em 2010, mas foi derrotado por Ricardo Coutinho

Em 2012, contrariando toda as expectativas, decidiu disputa eleição pela Prefeitura da Capital paraibana, mas ficou em quarto lugar com 69.978 votos, representando 18,87% dos votos válidos. O vencedor, à época, foi Luciano Cartaxo, do PT, que havia sido seu vice-governador.

Em 2014, foi indicado pelo seu partido como candidato a senador da república, cargo pelo qual se elegeu pela segunda vez com 647.271 votos (37,12% dos votos válidos).

José Maranhão foi eleito, novamente, senador da República em 2014

A reeleição de Luciano Cartaxo para Prefeitura de João Pessoa uniu novamente Cássio Cunha Lima e José Maranhão. Os dois, através de seus partidos, PSDB e MDB, declararam apoio ao ex-petista, que venceu o pleito no primeiro turno.

A chamada “União por João Pessoa” era um ensaio para a oposição disputar as eleições em 2018 contra o grupo de Ricardo Coutinho.

Maranhão foi o primeiro a pular do barco, ao anunciar que era candidato. O bloco então rachou.

O emedebista ficou em terceiro lugar, atrás de Lucélio Cartaxo (PV), ambos derrotados pelo candidato governista João Azevedo, hoje no Cidadania, que venceu em primeiro turno com 58,18% dos votos pelo PSB.

Aos 87 anos, José Maranhão foi o principal cabo eleitoral do radialista Nilvan Ferreira, ex-candidato a Prefeitura de João Pessoa pelo MDB.

O comunicador, porém, foi derrotado por Cícero Lucena (Progressistas).

MaisPB

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