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A Diretora Geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba, (Agevisa), Jória Viana Guerreiro, que é professora aposentada do Departamento de Promoção da Saúde da UFPB e tem doutorado em Saúde Pública, conversou com o MaisPB, sobre a pasta que ocupa no Governo João Azevedo, do trabalho que vem sendo feito no combate e as medidas oportunas contra o Covid 19. De quebra falou sobre as redes sociais e dá dicas de leitura;
1 – O que a senhora está fazendo nessa pandemia além de trabalhar, trabalhar e trabalhar?
Work, work and work. Aumentou muito a demanda durante esse período e tenho ocupado a maior parte do tempo com o trabalho. Tenho lido menos literatura, leio mais ciência e publicações técnicas por conta da demanda por atualização. Quando posso cuido das plantas e também estou mais perto dos meus peludos, o que me faz muito bem.
2 – A senhora é diretora geral Agevisa na PB. Quais as novidades, o avanço do trabalho contra o Covid 19, no Governo João Azevedo?
R – A Agevisa integra uma das frentes de trabalho do Governo João Azevedo no combate à Covid 19. Especificamente nos tempos da pandemia, a Agência tem mantido suas atividades de fiscalização e licenciamento sanitário, acrescentando a coordenação da implantação e execução das barreiras sanitárias no Estado. Mais amplamente, o governador João Azevedo tem adotado medidas de combate oportunas e sempre com base na ciência e com o objetivo maior de proteger a saúde da população paraibana. Durante esse período, ampliou a oferta de leitos hospitalares por toda a paraíba, contratou profissionais para ampliar o atendimento à saúde, iniciou a distribuição de máscaras reutilizáveis para a população, distribuiu testes rápidos para os 223 municípios, além de apoiar o desenvolvimento da pesquisa com o plasma, na busca da cura contra a doença. O governo da Paraíba tem um plano de contingência que está sendo implantado. Para a retomada das atividades o Governo estabeleceu critérios e o setor produtivo apresentando seus planos, por área de atividade, que são analisados por um comitê de especialistas e assim oferece segurança à população durante esse processo de retorno.
3 – Como está o trabalho nas barreiras, o entra sai de pessoas?
R – As barreiras sanitárias foram implantadas desde o primeiro decreto do governador, no que se refere à emergência de saúde pública pelo novo Coronavírus, em 13/03. Iniciamos no aeroporto Castro Pinto, acrescentamos as rodoviárias que recebiam ônibus interestaduais (está suspenso) e depois expandimos para as divisas com PE, RN e CE. Recentemente estamos também apoiando as barreiras que acontecem na região metropolitana de João Pessoa. Iniciamos fazendo um trabalho educativo, incentivando ouso de máscaras e adoção de medidas de higiene e de medição da temperatura. Nas divisas, os bombeiros fazem a higienização dos automóveis e nas barreiras da região metropolitana tem-se a restrição da circulação de pessoas.
4 – A população tem ajudado mais nos últimos, no sentido de ficar em casa, para que possamos avançar e vencer essa pandemia?
R – Os índices de isolamento mostram que ainda não atingimos a proporção ideal. A Nova Zelândia está mostrando ao mundo os resultados dos 75 dias de restrições. A população aderiu rapidamente ao bloqueio ficando em casa. Houve um programa eficiente de testagem e de rastreamento de casos. Resultado: menos casos, menos mortes. E agora estão saindo da pandemia. #ficaemcasa
5 – Tem lido um bom livro? Qual sugestão para o público que está em casa?
R – Tenho lido menos (literatura) do que gostaria, mas não deixo nunca de ler. Termino um e começo outro. Tenho uma fila, fico já pensando no próximo… Iniciei, ano passado, a leitura da coleção da Folha “Mulheres na Literatura”. Só livros escritos por mulheres. Cada um mais maravilhoso que o outro! São 30 livros. Autoras que eu já conhecia e outras que nunca tinha lido. Iniciei ontem o 26º, da escritora americana Edith Wharton: A Época da Inocência. Tenho planos de concluir a leitura da Coleção ainda neste ano. Se a pandemia permitir…
6 – E as redes sociais? Você tem um perfil e usa pouco. Falta de tempo ou porque não vê muita graça nessa onda de postagens repetidas?
R – Só tenho Instagram. Das redes sociais, por achar o Insta mais leve, mais fotos, sem textos imensos, com passagens pelas experiências das pessoas e seus amigos, amores, viagens, animais, comidas, etc. No entanto, estamos dominados pelo terreno da falta de diálogo e da divisão que vivenciamos hoje no Brasil e o Instagram também está cheio disso. Não é que não veja graça nas postagens repetidas, não vejo graça nas fake news, manipulações, manifestações racistas, violentas, isso não gosto. Gosto de notícias e de me manter informada, daí sigo perfis que checam a informação e que não divulgam fakes.
Kubitschek Pinheiro – MaisPB
BOLETIM DA REDAÇÃO - 11/02/2026