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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração e atual presidente da Academia Paraibana de Ciência da Administração. E-mail: admmariotourinho@gmail.com

1º de maio, em 1994

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publicado em 30/04/2020 às 13h11
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Não é o feriado “Dia do Trabalho” que queremos focar. O foco, aqui, é esse “1º de maio” de 1994, especificamente, que correspondeu a um domingo e à data em que se realizou o Grande Prêmio (GP) de Fórmula 1 (F1) no Autódromo de San Marino, em Ímola, na Itália. E lá estava, mais uma vez – e pela última vez, “o esportista do século XX no Brasil” (assim eleito através da Revista Isto É), Ayrton Senna da Silva (ou, simplesmente, Senna).

Ele, Senna, já era tricampeão mundial de F1 (1988, 1990 e 1991) e, nessa corrida de San Marino (a 3ª etapa da temporada), demonstrava-se bem mais compenetrado para a conquista da vitória que não conseguira nas duas etapas anteriores (GP do Brasil e GP do Pacífico/Japão). Entretanto, essa compenetração de Senna, por sua própria fisionomia, parecia apontar para ocorrências lastimáveis, vez que já ao começo dos treinos da 6ª feira o outro brasileiro, Rubens Barrichello, acidentara-se; e nos treinos de classificação, no sábado, também em acidente, morrera o piloto austríaco Roland Ratzenberger.

O acidente que culminou com a morte de Senna, no Autódromo de San Marino, aconteceu na 7ª volta daquele GP e, segundo a perícia realizada, deu-se em função da quebra da barra de direção de seu veículo, quando estava a 300 km/h. Apesar de Senna, percebendo essa quebra, ter conseguido diminuir a velocidade para 200 km/h, não evitou um forte choque com o muro de proteção existente na curva conhecida como Tamburello. O carro parou. Senna silenciou. E o mundo todo chorou!

Senna tinha 34 anos. Hoje, passados 26 anos daquele lamentável acontecimento, estaria com 60 anos completados no recente 21 de março. Ele, porém, está bem vivo na memória dos brasileiros, que continuamos a tê-lo como grande ídolo, mercê de sua postura cidadã e de demonstração de brasilidade real, porquanto a cada uma de suas 41 vitórias fez questão de dar a volta de vencedor empunhando – e mostrando ao mundo – a bandeira brasileira. E essa idolatria foi bem mostrada com as multidões nas ruas de São Paulo entre o Aeroporto de Guarulhos e a Assembleia Legislativa, onde houve o velório; também com as tantas lágrimas do povo no comparecimento à sede do parlamento paulista; e, de igual modo, nas ruas paulistanas entre a Assembleia Legislativa e o Cemitério do Morumbi, local em que foi sepultado no dia 5 de maio com a presença dos mais importantes nomes da F1, como Alan Prost; mas, especialmente, demonstrada pela comoção do povo brasileiro que a tudo assistia pelas rádios e tvs do Brasil.
Quanta falta faz um Senna, sobretudo na atual cena brasileira!

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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