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D. Maria I é conhecida há séculos como “a rainha louca de Portugal”. Mãe de d. João VI e avó do futuro imperador brasileiro d. Pedro I, ela nunca recebeu muita atenção nos livros de história, e os detalhes de sua vida são pouco conhecidos. O que a teria levado à loucura? E será que ela era realmente insana? Ou apenas mal compreendida? Este é o tema abordado pela obra D. Maria I da historiadora Mary del Priore, que marcou presença na lista de mais vendidos na categoria de não-ficção da PublishNews.
A fim de lançar uma nova luz sobre essa figura histórica tão importante, a escritora decidiu investigar a fundo sua trajetória. Neste livro, ela reconta a vida da monarca de uma perspectiva inédita, revelando que seu estado mental era provavelmente fruto de todas as tristezas e perdas que vivenciou, em uma época em que depressão e melancolia eram confundidas com insanidade – e até mesmo consideradas obras do demônio.
Abordando desde sua infância em Portugal, passando por sua devoção ao catolicismo, sua coroação como a primeira rainha portuguesa, as desavenças com o marquês de Pombal, os primeiros sintomas de sua doença, até sua morte, aqui no Brasil, para onde se mudara em 1808 junto com toda a família real, esta obra faz jus a uma personagem que merece lugar de destaque na historiografia brasileira e portuguesa.
“Maria foi um ser espiritual em tudo o que a palavra contivesse de íntimo, de doutrinal e de social. Foi religiosa a ponto de adoecer. Louca? Nunca. Nem psicótica maníaco-depressiva. De acordo com os sintomas, psiquiatras e neurologistas hoje em dia atestam que ela sofria de depressão severa, mal que, segundo pesquisas, atinge hoje 6% da população brasileira e 8% da portuguesa. (…) Eu sabia muito pouco dela… Conhecia apenas ‘a louca’. Hoje conheço uma mulher. E mulher como tantas de nós”, diz a autora.
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