João Pessoa, 20 de janeiro de 2026 | --ºC / --ºC
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Somos tão Osho diante dos discos voadores e tão irrelevantes agoniados, apressados de jalecos ou casacos, nus, que nem sequer percebemos que tomamos café com extraterrestres, no trabalho ou no restaurante da esquina. Onde mais tem é nos shoppings. Pelo visto, já são maioria.
A ex-ministra do Banco da Inglaterra, Helen McCaw, fez uma alerta que a confirmação oficial de vida extraterrestre pode desencadear um caos financeiro no globo instantâneo. Ela fala em planos de contingência e disse que é em questão de horas. Que horas são?
Não há perigo em perceber, talvez, processar a ideia e não protestar contra a “insanidade das guerras financeiras” e quantos se embeveceram com aquela pomba da paz que Picasso ofereceu a Estalin. Eu disse Stalin? Esquece. Seria a pomba branca um símbolo da paz ou apenas uma expressão semiótica para comunicação de uma ideia? Os Ets não aprovam essa performance.
Os discos mais visíveis entre nossas cabeças e girassóis não são nada perto da volta do vinil. Eu não teria como chamá-los de ETs, ou algo de muito sutil dessa paz sonhada do imaginário e se ela existe, mas a Helen amedronta e se funda no massacre da guerra urbana.
Nos congestionamentos tenho visto muitos Ets, no baile de beneficência, nas festas de adesão, no qual a moçada encena o que normalmente diz, mas não faz, adepta do apitaço, mas o amor que fica não é coisa dos ETs.
Eles não vivem os princípios fundamentais, mas estão infiltrados. Seria o prefeito Cicero Lucena, com aqueles óculos de madeira, um ET? Só vendo no gabarito. Seria Messina Palmeira, com suas lives ligeiras, uma ET? Seria a ex-ministra Helen McCaw um ET? Onde andará o “imexivel” Rogério Magri?
Tem muitos ETs voando nas redes sociais – não falam, de modo que o público se entusiasme e faça pequenos acenos, promessas, em números insuficientes para que a multidão deixe de ser uma mixórdia.
Ao contrário dos desumanos, fulanos, os ETs não retratam os horrores, porque não são do agora ou nunca, é pra já – eles já chegaram faz tempo e parecem acostumados ou mal acostumados ou apenas aparecem.
Não estou falando do ET de Varginha, não. Estamos cercados, não há saída de emergência, mas tem gente que ainda não sabe mudar dar a descarga, que acorda no meio da tarde e limita‑se ao anunciar a definitiva impossibilidade de se levantar e trabalhar. Deu a louca, né?
Abandonados a pé fica é mais fácil encontrar os Ets, eles sobem escadas, elevadores, não dormem, não são pidões, até porque a função é outra e não vieram construir novas formas de destruir o que já está destruído. É pau, é pedra.
Kapetadas
1 – Há quem prefira censurar burcas a condenar mísseis.
2 – Gente ego é a coisa mais ridícula que existe parem de se dar tanta importância e vão dançar como se ninguém estivesse olhando e perceber o encanto e a saciedade de simplesmente existir.
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BOLETIM DA REDAÇÃO - 15/01/2026