João Pessoa, 04 de outubro de 2019 | --ºC / --ºC
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A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) marca sua volta à produção de documentários, através da TV Câmara, com a estreia de ‘Essência”, nesta sexta-feira (4). A primeira exibição do filme – que foi selecionado para o 12º ‘Los Angeles Brazilian Film Festival’ (LABRFF) –, vai acontecer na Sala Aruanda, no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O evento é aberto ao público e contará com a presença do presidente do Legislativo, João Corujinha (DC), parlamentares e servidores da Câmara. Com direção do jornalista Lael Arruda e do cineasta Lúcio César Fernandes, ‘Essência’ aborda diferentes olhares sobre a vida de cinco personagens: um índio potiguara, um homem trans, uma professora de história, uma cantora de forró e um vendedor ambulante.
“Eles representam nossa sociedade. Para que possamos compreender que, apesar de nossas diferenças, sejam elas quais forem, a gente sempre tem algo em comum com o outro. Podemos nos identificar com o próximo ou admirá-lo em algo. A ideia é gerar respeito e empatia entre as pessoas, por mais diferente que umas sejam das outras, ou que discordem ideologicamente ou politicamente”, argumentou Lael Arruda, que também é secretário de Comunicação da CMJP.
Lúcio César explicou que, durante os 21 minutos da narrativa revelam nuances de um índio fazendo seu apelo a favor da natureza; de uma idosa, com a experiência de uma vida inteira dedicada à Educação; um homem trans relatando ter passado por preconceitos e da dificuldade em ser aceito; além de um vendedor de rua, homem do povo, ligado às raízes da música popular e do samba; e uma cantora nordestina de forró, com sua história de superação, pelo fato de sair de uma periferia de capital, ter passado pela pobreza e se transformado numa artista e apresentadora de TV.
“Nós encontramos pontos comuns em personagens tão distintos para retratar. O desafio de encontrar os caminhos que revelam não só os personagens, mas que evidenciam, em cada um de nós, eles. Pois acabamos sendo a ‘verdade-reflexo’ do que são cada um dos personagens, ao vermos que também percorremos caminhos semelhantes aos deles para nos encontrarmos enquanto humanos”, comentou Lúcio César Fernandes.
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